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O Shofar - Articulistas

   

NA CRISE TAMBÉM: DEUS É O MEU DEUS

Por Pr. Francisco Gortz

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.”
(Profeta Habacuque 3:17-19)


           Deus, como Pai, supre as necessidades dos seus filhos. Ao ensinar a oração do “Pai Nosso”, o Senhor Jesus indicou que o cristão tem direito a três coisas: o Sustento (“o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” – Mateus 6:11), o Perdão (“e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” – Mateus 6:12) e a Proteção (“e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” – Mateus 6:13).

           O Sustento inclui o alimento, a roupa e a moradia. O Perdão é completo porque o próprio Senhor Jesus deu a Sua vida em favor do cristão, mas a obtenção é condicionada ao exercício do perdão para com o próximo. A Proteção é tanto física como emocional: o cristão é protegido pelo Senhor, também dos ataques do Maligno, tanto no corpo como na alma.

           A introdução para a oração é: “Pai”, significando que quem ora converteu-se, voltou para casa, pelo único caminho, pela fé no Senhor Jesus, e a introdução para a oração é também “Nosso”, significando, ainda, que quem ora é Igreja, faz parte do Seu corpo.

           Como compreender, então, essas promessas em momentos de crise? Especialmente quando experimento dificuldades e limitações e vejo que aqueles que não são Igreja estão tão bem? O salmista, no Salmo 73, versículos 2 e 3, exclama: “Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos”.

           Ele, no entanto, deixa de pensar assim: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (v.17). Ele começou a observar como terminava a vida dos perversos e passou a priorizar o eterno em detrimento do passageiro.

           O profeta, em Habacuque 3, versículos 17 a 19, mostra-se inabalável, revelando confiança incondicional a Deus afirmando: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação.

           O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.” O profeta não afirma que se conforma com a sua situação; não, ele afirma que, incondicionalmente, independente da situação e do momento que vivia, “me alegro no SENHOR” e “exulto no Deus da minha salvação”.

           O convite do Senhor Jesus para você e para mim é aquele expressado no hino “SOSSEGAI”, do Cantor Cristão: “Ó Mestre! o mar se revolta, as ondas nos dão pavor; O céu se reveste de trevas, Não temos um salvador! Não se Te dá que morramos? Podes assim dormir, Se a cada momento nos vemos, Sim, prestes a submergir?

           As ondas atendem ao meu mandar: "Sossegai!" Seja o encapelado mar, a ira dos homens, o gênio do mal, Tais águas não podem a nau tragar, Que leva o Senhor, Rei do céu e mar, Pois todos ouvem o meu mandar:"Sossegai! Sossegai!” Convosco estou para vos salvar; Sim, “sossegai!”

Pr. Francisco Gortz é Co-Pastor na Igreja Menonita Família Cristã de Curitiba.



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