O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE AS INSTITUIÇÕES DE CARIDADE QUE ATUAM EM ISRAEL
MENSAGEM DE DAVID BRECKNER
Diretor Executivo do site ‘Judeus Para Jesus’
Recentemente eu tive uma conversa com o pastor de uma grande igreja na Califórnia e que é amiga dos judeus e os apóia de longa data, ofertando mais de 150 mil dólares por ano para todo tipo de missões. A conversa era para discutir os méritos de uma organização que sua igreja sustentava, chamada Comunhão de Cristãos e Judeus da Terra Santa.
O pastor havia recebido um email de um de seus membros que tinha visto um artigo no nosso site que criticava esta organização. Ele sabia que o site ‘Judeus Para Jesus’ não tem o hábito de criticar outros ministérios e, por isto, ficou incomodado. Eu expliquei ao pastor que tínhamos recebido tantas perguntas por parte de amigos e mantenedores que nos sentimos na obrigação de comentar a referida crítica.
Muitos crentes crêem que, ao fazer uma oferta para o ministério Comunhão de Cristãos e Judeus da Terra Santa (leia-se, “Rabino Eckstein”), sua oferta é encaminhada para uma organização cristã, dirigida por algum “rabino messiânico”.
Então eu expliquei que Yechiel Eckstein não crê em Jesus e que, na verdade, ele se opõe à pregação do evangelho para os judeus, fato que choca e magoa muitos crentes. Eles se sentem traídos e enganados.
Outros, porém, como este referido pastor, sabem que o rabino Eckstein não crê em Jesus. No entanto, ofertam para organizações seculares por causa da ajuda e do serviço social que elas promovem. Essas pessoas amam os judeus e querem abençoar o meu povo. Eu entendo aqui que eles desejam apoiar “ministérios solidários e assistenciais” que possam trazer benefícios aos judeus, mesmo que essas organizações não creiam que aqueles a quem ajudam precisam de Jesus.
E mais, este pastor em particular, apontou-me que o ministério ‘Asas Como Águias’, (ramo da organização do rabino Eckstein), se oferece para dar palestras nas igrejas e para o público em geral sobre assuntos que vão de anti-semitismo ao conflito Israel/Palestina, e muito mais. Ele disse que a qualidade de suas informações é tão boa que ele se sente feliz em poder continuar a apoiar Eckstein.
Ao ir embora eu pedi que o pastor refletisse sobre dois tópicos que eu gostaria de pedir agora que você, leitor(a), meditasse também neste mês. Primeiro: A posição do rabino Eckstein na organização é de intermediário, com poder de repassar os fundos recebidos para as organizações que melhor lhe convir. Ele não tem um “ministério solidário e assistencial” próprio, de forma que os ofertantes o procuram basicamente para saber quais são as organizações com boa reputação. Não estou aqui questionando se as organizações que ele escolhe têm ou não boa reputação, mas penso que os crentes gostariam de saber para onde o seu dinheiro está indo.
O segundo tópico tem a ver com a natureza dos ministérios em si. Eu sou a favor dos ministérios assistenciais, mas gosto sempre de enxergá-los dentro do contexto do que Jesus disse: “E quem der a beber ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão” (Mt 10.42). Eu creio que os ministérios assistenciais teriam mais significado se trabalhassem no nome de Jesus ou, pelo menos, no nome de seus discípulos.
Yechiel Eckstein é muito habilidoso em conduzir os crentes a crerem que a melhor coisa que podem fazer pelo meu povo judeu é suprir as suas necessidades materiais, que é o que fazem essas organizações. É provável que ele mesmo acredite nisto, mas é importante entender que o rabino Eckstein não é um discípulo de Jesus e que, na verdade, opõe-se aos judeus que O seguem. Observe que eu disse “judeus” que seguem a Jesus.
Eckstein é famoso por construir pontes com os cristãos, mas somente com aqueles cristãos que não são judeus e que não advogam abertamente ser Jesus o Messias judeu e o único Caminho para o Pai.
O livro de Eckstein, “O Que Os Cristãos Deveriam Saber Sobre Judeus e Judaísmo”, passou por uma revisão em 1987, feita por Ray Gannon a pedido da Consultoria de Lausane Sobre Evangelismo Judeu (LCJE), e Gannon ressalta que a persuasão de Eckstein e a sua agenda limita o testemunho dos cristãos na arena do diálogo formal (presumivelmente limitado aos “versados” religiosos), ao invés de ajudá-los a compartilhar suas convicções cristãs a nível pessoal, apresentando Jesus como a melhor opção para seus amigos judeus.
Além disso, aponta Gannon, “Eckstein parece não permitir que os judeus, sinceros em sua fé, reconheçam Yeshua como Messias e Senhor. Ele não permite que o povo judeu tenha o direito de continuar sendo judeu após confessar Yeshua e exige que abandonem toda cultura judaica como forma de punição por sua fé sincera... Em seu ataque aos judeus messiânicos ele tem a audácia de rotular os crentes messiânicos como “judaizantes”. (*)
“Será o seu propósito incitar um motim teológico cristão contra os judeus messiânicos? Será ele tão genuinamente ignorante da nossa postura teológica?” E, finalmente, Gannon aponta que Eckstein sugere que “a rejeição de Jesus como o Messias é a chave para a sobrevivência dos judeus”.
A revisão de Ray Gannon dá a entender que uma pessoa com a oratória e a influência de Eckstein consegue, muito bem, entrar nas comunidades evangélicas. Os crentes que participam das palestras de Eckstein sobre o povo judeu precisam entender que ele quer que os grupos de judeus messiânicos, particularmente as missões direcionadas para os judeus, de quem tanto precisamos de apoio e oração, “fiquem de fora”. Não estamos falando aqui das nossas necessidades, mas sim das necessidades do nosso povo judeu ainda não alcançado.
O que o meu povo precisa, mais do que um copo de água fria, é da água viva que Jesus prometeu: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.38). Ofertar para ministérios solidários e assistenciais é muito bom. Mas eu questiono o valor (não a intenção) de se dar um copo de água fria através daqueles que se opõem à água viva que Jesus quer dar ao povo judeu e aos gentios.
Todos vocês, amados crentes, que ajudaram o meu povo através do ‘Asas Como Águia’ ou outros grupos assistenciais, gostaria que soubessem que eu sei que Deus abençoará a oferta e o ofertante. Mas não seria melhor enviar sua ajuda em nome de Jesus, sabendo que Ele tem muito mais para dar àqueles que O buscam?
Eu sempre medito nas palavras de Jesus àquela mulher na fonte de Jacó, “Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva” (Jo 4.10).
Publicado com permissão http://www.jewsforjesus.com
(*) (Citação retirada da revisão do Dr. Ray Gannon do livro do rabino Yechiel Eckstein, “O Que Os Cristãos Deveriam Saber Sobre Judeus e Judaísmo”, preparada para a Consultoria de Lausane Sobre Evangelismo Judeu (no Encontro Regional da América do Norte, nos dias 25-26 de Março de 1987, em Chicago).
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