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Estudos sobre Israel.
A Perseguição Pública aos Judeus Messiânicos em Israel Chegou ao Seu Momento Mais Crítico Desde Sua Fundação

A Perseguição Pública aos Judeus Messiânicos em Israel Chegou ao Seu Momento Mais Crítico Desde Sua Fundação

Por Shmulik Eitan

Este relato é de Shmulik, irmão da esposa do pastor da congregação Yeruel, em Arad – Israel – feito na forma de carta aberta aos seus amigos e conhecidos. Shmulik é um guia turístico israelense e Arad é uma cidade no meio do deserto cuja população é de 33 mil almas, sendo que 2 mil delas são judeus ultra-ortodoxos.

O teor desta carta pode ser um pouco chocante para muitos devido à intensa perseguição aos judeus messiânicos na cidade sulista de Arad por parte de um grupo de judeus Haredi (ultra-ortodoxos), chamado Gur Hassidim. Como todos sabem, não sou cristão e não tenho nenhuma crença. Contudo, o que está se passando com os cristãos em Arad é absolutamente inacreditável, inaceitável e totalmente antidemocrático.

Em março de 2004 esses Haredi começaram a fazer demonstrações contra os judeus messiânicos nessa cidade. A princípio, tratava-se de eventos esporádicos, algumas vezes em frente à casa de minha irmã, cujo marido é o pastor local; outras vezes acontecia diante do local onde o pequeno grupo se reunia, etc. Com o passar do tempo essas demonstrações – que não eram controladas pela força policial – tornaram-se piores. Eles começaram a atacar os cristãos nas ruas sempre que os reconheciam, chegando até mesmo a ponto de gritar com uma mãe acompanhada de sua filhinha, com menos de cinco anos. Xingaram a mãe de “cristã imunda” e para a criança berraram: “sua mãe é uma prostituta! Sua mãe é uma prostituta!” Uma coisa é ler isto no conforto de nossas casas, mas outra, bem diferente, é passar por isto diariamente, como tem acontecido com o povo de Arad. Minha irmã e meu cunhado, Debbie e Yakim Figueras, com seus quatro filhos, também têm sofrido essas perseguições. Quase todos os dias alguém aparece diante da casa deles, bate nas janelas e grita obscenidades do tipo: “Jesus, filho da...”, “nazistas”, “cristãos imundos”, etc. E toda semana, no mesmo dia, há algum tipo de demonstração em frente à casa deles, com os Gur Hassidim carregando cartazes contra os cristãos e gritando palavrões diante dos olhares dos policiais que, muitas vezes, acompanham os manifestantes em suas risadas. É algo totalmente aterrador, para se dizer o mínimo. Mas, a cada ataque sofrido por esse povo, sem que a polícia faça alguma coisa, eles ficam mais ousados e confiantes, elevando a situação a um anticlímax.
Não muito tempo atrás, minha irmã foi buscar seu filho mais velho, que estava na aula de música no conservatório local, e levava seus três outros filhos no carro. Quando ela estacionou, dois desses Gur Hassidim estavam passando e a reconheceram. Um parou ao lado do carro e o outro foi embora. Ela, em sua inocência, achou que era uma boa oportunidade de se comunicar e, hesitantemente, começou a falar com o que havia ficado – imaginando que seria de alguma valia citar as escrituras para ele. Ela não percebia que o único Deus que essas pessoas servem é o deus do ódio e da ignorância. O outro homem voltou alguns minutos depois com mais quinze outros que gritavam, xingavam e insultavam, ela, as crianças (entre 2 e 4 anos) e o nome de Jesus, chamando-a de cristã imunda, que tinham que sair de Arad e parar de “raptar as crianças para batizá-las!” Meu lindo sobrinho Yair, colocou a cabeça para fora do carro e gritou com eles. Quando me contaram isto eu fiquei atônito.
Desnecessário dizer que foi algo traumático para todos eles. Momentos depois alguém abriu as portas do conservatório e deixou que entrassem por temer pela vida deles.
Em outra ocasião, a polícia permitiu que os Gur Hassidim fizessem uma demonstração em frente ao local onde os cristãos estavam celebrando o shabbat e adorando Yeshua. Em pouco tempo a situação ficou fora de controle e quando os cristãos quiseram sair a polícia não permitiu porque, àquela altura, já não tinha mais domínio sobre a turba; não permitiu porque já não podia garantir a segurança deles.
Há pouco mais de um mês, meu cunhado escreveu uma carta ao chefe de polícia israelense onde relatou sua história nos últimos 18 meses e pediu uma intervenção imediata, uma vez que a situação piorava a cada dia e havia o risco de agressões físicas. Entre outras coisas ele perguntou por que a polícia permitia demonstrações se não tinham condições de controlá-las ou proteger a integridade física das pessoas? Nunca houve resposta a esta carta. Inacreditável!
Dois meses atrás as coisas chegaram a um nível tão baixo que o clube de xadrez local, onde as pessoas tinham acesso à Bíblia e literatura bíblica, foi queimado totalmente. O surpreendente foi que outro clube de xadrez foi aberto ao lado do antigo prédio, só que, desta vez, dirigido pelos Gur Hassidim. Um repórter, de um dos maiores jornais de Israel, ligou para minha irmã e fez algumas perguntas sobre o incidente. Depois ele escreveu um artigo de forma muito corajosa que foi publicado em duas páginas, citando o que minha irmã havia dito e informando que a polícia não faz nada e que, da maneira como as coisas estavam progredindo, alguém iria morrer muito em breve.
Foi publicada uma grande foto do clube que tinha sido incendiado e as palavras de um filósofo, escritas com letras bem grandes, que diziam: “numa terra em que queimam livros, também queimarão pessoas”. Eu quase não acreditei que eles haviam publicado a história. Yakim, meu cunhado, marcou uma audiência com o prefeito de Arad, onde ele apresentou os fatos, expressou sua preocupação e tentou pedir ajuda. O prefeito disse simplesmente que sabia que as coisas não eram nada boas e que provavelmente terminaria em um banho de sangue, mas que não tinha nenhuma intenção de se envolver. Dá para acreditar nisto? O prefeito da cidade! Aparentemente sua coalizão não vai nada bem e, portanto, seus aliados são, infelizmente, os Gur Hassidim.
Agora já está claro que as autoridades não estão interessadas na democracia e no direito à liberdade de culto em Israel quando o assunto envolve os judeus messiânicos de Arad. Provavelmente só farão alguma coisa quando ocorrer um banho de sangue e isto é o que me preocupa. É por isto que escrevo este relato, direcionado a vocês, amigos, a quem tenho guiado por todo Israel!
Os cristãos de Arad precisam da sua ajuda. Eu creio que as autoridades de Israel só colocarão um fim na crescente perseguição aos cristãos quando o governo e a polícia perceberem que esta minoria, sempre ignorada, tem muitos amigos no mundo e que se preocupam com ela, responsabilizando o governo pelo que está acontecendo. Quando o governo perceber que sua imagem é ruim por todo o mundo, quando diplomatas estrangeiros, senadores e embaixadores começarem a dizer aos governantes que estão preocupados com o que está acontecendo em Arad, então eles farão alguma coisa, nem que seja por razões obscuras.
Esses cristãos não são irmã e sobrinhos meus, somente; são seus irmãos na fé, também. E, creia-me, estão sofrendo e já sofrem por algum tempo, sem nenhuma proteção. É um milagre que nenhum deles tenha se ferido ainda. Por isto eu te peço que faça alguma coisa: escreva para o governo israelense, para o primeiro ministro, o ministro de Segurança Pública, o Ministro da Justiça, o chefe da polícia israelense. Esses gabinetes, se forem tomados por e-mails e cartas dos cristãos e judeus messiânicos em todo o mundo, não poderão mais alegar que não sabiam de nada. Escreva aos políticos que você elegeu e peça que contatem o embaixador israelense e diga-lhe que os membros da constituinte estão muito preocupados com a evidente violação dos direitos humanos e direito de liberdade de culto em Arad.
É impressionante que, em Israel, uma pessoa pode ser budista, xintoísta, gay ou lésbica e todos os seus direitos são plenamente garantidos. Mas, se for um judeu messiânico, ninguém fará nada por ele, a não ser que seja obrigado. Talvez seja porque os messiânicos não sejam barulhentos e não façam exigências e, conseqüentemente, são facilmente esquecidos ou ignorados. Se você puder ajudar a levar a causa deles ao governo israelense, estará sendo de grande ajuda. Escreva, telefone, envie um e-mail, qualquer coisa. Faça com que o governo israelense saiba que esses poucos cristãos chamaram a atenção do mundo e que a democracia de Israel está sendo colocada à prova. O simples fato de chamarem Jesus de “filho da...” é absolutamente inaceitável, da mesma forma que é o pisotear os direitos dos judeus messiânicos de Arad. As crianças não podem crescer em Israel como se estivessem na Alemanha dos anos 30. Toda esta situação está totalmente errada e as pessoas que os perseguem são absolutamente primitivas e maléficas.
Faça alguma coisa, por favor. Precisamos da sua ajuda. Fale aos seus amigos e a todos que se preocupam com o bem estar dos cristãos em Israel; a todos que estejam em posição de ajudar. Chamar a atenção da mídia seria de grande ajuda, também.

A PERSEGUIÇÃO

A seiscentos metros acima do nível do mar, nos montes do Neguebe, está Arad, uma cidade pobre e isolada que tem apenas um recurso natural: seu famoso e deliciosamente limpo e seco ar das montanhas. Na década de 90 a cidade dobrou em tamanho quando imigrantes russos lá chegaram. É uma região de beduínos, mas o governo construiu esta comunidade próxima às ruínas da antiga cidade de Arad, onde os israelitas viveram na época dos reis de Israel e de Judá.
Os rebeldes israelitas construíram até mesmo uma cópia exata do tabernáculo (contra a Lei de Moisés, porque o local de adoração a Jeová era para ser construído em Jerusalém) e depois acrescentaram um altar extra em seu “tabernáculo” possivelmente, acreditam os arqueólogos, para a deusa Astarote. Mais de dos mil Gur Hassidim, uma seita de judeus ultra-ortodoxos, também vivem em Arad. Eles construíram um enorme centro religioso com uma yeshiva (centro de estudo religioso) para treinar sua população de homens que não trabalham. Mais recentemente, a seita ultra-ortodoxa Habad, que possui uma forte organização de espionagem antimessiânicos chamada Yad L’Achim, transferiu alguns dos seus membros para Arad, em cooperação com os Gur Hassidim na luta contra os cristãos.

ERA DIFÍCIL ENCONTRAR UM GRUPO DE CRISTÃOS MAIS COLORIDO!

Polly, enfermeira profissional, conheceu um israelense no Canadá e logo se casaram. Eles imigraram para Tiberíades onde nasceram dois de seus filhos. Depois de Polly passar muitos anos orando por seu esposo ainda não salvo, ele aceitou Yeshua como seu Messias, mas veio a falecer três meses depois, de ataque cardíaco. Polly, então grávida de cinco meses, foi para os Estados Unidos com seus dois filhos, mas seu coração permaneceu em Israel e depois de cinco anos decidiu voltar. Ela escolheu Berseba, no sul de Israel, e alugou uma casa próxima de Arad onde conheceu um casal de judeus messiânicos, Milton e Lura. Polly começou a trabalhar em um centro que lidava com problemas durante a gravidez e abriu uma filial em Arad. Isto a levou a começar a acolher crianças que não tinham pais e nenhum lugar para ir. Hoje, seus dois filhos mais velhos servem em unidades de elite no exército israelense e Polly cuida do filho mais novo e de mais cinco filhos de criação. Foi em frente à sua casa, há 18 meses, que os Gur Hassidim fizerem seu primeiro protesto para hostilizar os cristãos. E até hoje eles continuam a aparecer várias vezes durante a semana para xingar e alertar o público que “aqueles missionários vão raptar seus filhos”.
Milton e Lura fizeram aliah (imigraram) para Israel há dez anos e havia apenas um pequeno grupo de judeus messiânicos na pequena cidade e nenhuma congregação. Então eles deram início a um estudo bíblico, fazendo rodízio entre as casas de Polly, um grupo de Berseba e sua própria casa. É provável que esta tenha sido a primeira reunião de cristãos verdadeiros em Arad desde a destruição do Templo. Quando Milton faleceu subitamente de ataque cardíaco, Lura e Polly tiveram que dar continuidade às reuniões, até a chegada de Eddie.
Eddie cresceu nas ruas cruéis da cidade de Nova Iorque. Como veterano da Força Aérea no Vietnam, inspetor de qualidade na construção de navios e submarinos e apaixonado por xadrez, ele veio visitar Lura em Israel após a morte de Milton (Milton tinha sido companheiro de Eddie na Força Aérea). Eddie permaneceu em Israel e alguns meses depois ele e Lura se casaram. Eles abriram um clube de xadrez/livraria evangélica e colocaram o nome de Homens de Deus, onde as pessoas com mais de 30 anos vinham diariamente para passar o tempo. Eddie e Lura oferecem Bíblias e literatura aos que querem e também dirigem um centro de distribuição gratuita de roupas. É uma obra de amor que certamente agrada ao Senhor.
No verão passado o clube de xadrez foi vandalizado (no mesmo dia que a polícia, que também hostiliza os cristãos, manteve Eddie e Lura na delegacia por oito horas). Dias depois esse mesmo clube foi incendiado e tudo foi destruído, incluindo os equipamentos de TV e DVD. A polícia não fez nada. Em 2000, Yakim e sua esposa Debbie se mudaram de Jerusalém e começaram a trabalhar em Arad. Agora eles têm uma congregação de judeus messiânicos e cristãos com cerca de 30-40 pessoas, incluindo as crianças. Será difícil encontrar um homem mais gentil e mais parecido com o Messias do que Yakim! Ele e sua congregação já tinham passado antes por várias dificuldades com os Gur Hassidim, durante e após suas reuniões, onde eles cercaram o prédio e ameaçaram as pessoas, intimidando qualquer não salvo, corajoso o suficiente para ir às reuniões.
Mas a perseguição constante é desgastante e eles oram para que Deus dê graça aos seus filhos e proteja suas mentes e espíritos. Mas os cristãos sempre testificam que a fé deles e das crianças parece se fortalecer ainda mais. O filho de Polly nos disse que se tornou um cristão mais forte por causa dos Gur Hassidim. É claro que, por causa das perseguições, todos na cidade, do prefeito ao mais simples, sabem que eles professam ter fé em Yeshua, o Messias.

VÁ PARA SEU COMPUTADOR E VEJA AS NOTÍCIAS NA TELEVISÃO ISRAELENSE

Você encontrará uma cobertura dos eventos, acredite ou não, mais pacíficos da perseguição em Arad. Está em hebraico e você provavelmente não entenderá todo o conteúdo, mas você pode enviar o link para o embaixador israelense em seu país e perguntar o que está acontecendo em Arad. Vamos traduzir algumas das notícias: a primeira começa com o narrador dizendo que as fotos fazem parte de uma guerra de dois anos na cidade de Arad entre os Gur Hassidim e os judeus messiânicos. Então aparecem alguns deles incomodando os cristãos, que estão entregando roupas aos pobres, dizendo: “É assim que eles pegam as crianças e as batizam no cristianismo; eles dão algumas roupas e comida e depois as convidam para se prostrarem diante de Jesus, o filho da...” Eles, na verdade, não usam a palavra Jesus ou Yeshua, mas sim Yoshkeh, outra forma derrogatória para o nome de Jesus.
Depois a imagem mostra o clube de xadrez queimado, as Bíblias queimadas, etc. e um cristão fala em inglês por alguns segundos. Dá para entender quando ele diz: “Acho que agora eles vieram com uma solução final. Pôr fogo em tudo”. Ele faz alusão ao fato do comportamento dos Gur Hassidim lembrar o mesmo dos nazistas na Alemanha pré-Segunda Guerra Mundial. E ele está certo. E o apresentador termina por ali.
A seguir aparece um Gur Hassidim gritando: “Quem quer vender sua alma para Jesus, o filho da...? Seja imerso (batizado) no mar, venda sua alma para um filho da... que foi enterrado e está apodrecendo há 2000 anos e ganhe trapos! Jesus, o filho da..., te dá trapos. Trapos do filho da...” A seguir ele aparece dizendo a um dos cristãos: “Ele é um filho da... Yeshua está aqui. Aqui!” e bate os pés no chão indicando que Jesus está na terra debaixo dele.
Muitos de vocês já estiveram em Israel e já os conduzi pelo Yad Vashem, o museu Memorial do Holocausto. Sempre ressaltei o processo de humilhar os judeus em público para mostrar que eles eram menos que humanos e que, portanto, não tinham nenhum direito humano. O público na Alemanha não fez nada para impedir até ser tarde demais. E ao ler isto agora, será que soa um alarme? O que você vê neste artigo é um festival de ódio, claro e simples. Você está vendo uma mutação que é uma aberração: judeus que agem como os nazistas. Claro e simples. Judeus, cegados pelo ódio, perseguindo outros judeus, insultando-os com palavras terríveis.
Em seguida aparece um israelense secular reclamando que o prefeito precisa pôr um fim naquele ódio porque não há razão para tal. Pouco ele sabia que o prefeito não tinha aquela intenção. Ele termina dizendo: “Os Gur Hassidim aqui em Arad não vão desistir. Eu os conheço. Eles são numerosos em Arad e não vão desistir. O prefeito precisa pôr um fim nisto. Para quê serve ele lá na prefeitura?”
Em seguida aparece um Gur Hassidim dizendo: “Eles raptam crianças para batizá-las no cristianismo. Fiquem longe deles”. Será que isto não lembra as alegações que os nazistas e outros anti-semitas fizeram contra os judeus na Europa? Então surgem alguns deles se dirigindo a um cidadão secular local, humilhando-o por ter tentado defender os cristãos. Esta parte está em inglês. Em seguida o repórter diz: “Enquanto o prefeito Brill enterra sua cabeça na areia, 200 judeus messiânicos nesta cidade são perseguidos de uma forma que nos lembra o período do exílio”.
Aparece, então, uma mulher messiânica caminhando com sua filhinha nos braços e os Gur Hassidim dizendo: “Esta é Rebecca Frei, nascida em uma família Haredi [ultra-ortodoxos]. Ela foi raptada pelos cristãos e transformada em um deles”. “Conheçam a verdade!”, gritam. Então ela é entrevistada e diz como eles mentem a seu respeito, publicam suas fotos e informam seu endereço, dizendo que ela é uma missionária perigosa.
Na seqüência aparece um deles abordando uma cristã russa, perguntando: “Onde está Yeshua? Ele está em Chernobil”. A reportagem termina com o repórter dizendo: “Seria interessante ver o clamor que isto provocaria se acontecesse em outro país. Na Alemanha, por exemplo”, querendo dizer que haveria uma grande onda de anti-semitismo se este nível de perseguição acontecesse em qualquer outro país.

Shmulik Eitan

* Expressamente Proibida a Reprodução Parcial ou Total Desta Matéria Sem a Autorização Deste Ministério no Brasil.

MaozIsrael Report - Matéria já editada em nosso jornal

Desejamos que você seja despertado(a) como nosso(a) "Intercessor(a) e Mantenedor(a)" e seja participante ativo(a) deste ministério. O informativo Maoz não é vendido e a maneira de adquiri-lo é através de uma oferta única de R$ 40,00 que lhe dará direito a 12 edições e, mensalmente, você terá ensinos e informações de Israel e do corpo messiânico. Preencha o formulário em nosso site e enviaremos nosso informativo acompanhado de um boleto bancário que você usará para a sua oferta.

Em amor pela Casa de Israel que aguarda a manifestação dos filhos de Deus.

Pr. Júlio Otani
Administrador do MaozIsrael - Brasil
prjulio@maozisrael.com.br


COMO VOCÊ SE SENTIRIA?

Por Cookie Schwaeber-Issan

Como você se sentiria se toda vez que saísse às ruas alguém lhe apontasse o dedo e te identificassem como inimigo? Como se sentiria se te insultassem com palavras horríveis e nomes feios enquanto passeava com seus filhos? Será que você conseguiria suportar ameaças constantes ou se as multidões gritassem que iriam te colocar para fora da cidade dentro de um caixão? Como se sentiria se isto acontecesse todos os dias – E TUDO ISTO POR CAUSA DA SUA FÉ?
E isto está acontecendo em uma cidade chamada Arad onde alguns cristãos estão sofrendo perseguição diariamente por parte de uma seita de judeus ortodoxos que decidiu que a cidade era seu território e qualquer pessoa que pensasse diferentemente seria silenciada e expulsa. Temos visto isto já há algum tempo e temos sido informados da crescente perseguição, acompanhada de ataques físicos e mentais, que agora ocorrem com mais freqüência e intensidade.
Por isto, alguns de nós do Maoz decidimos fazer a viagem de duas horas até o deserto beduíno para ver e ouvir pessoalmente e em primeira mão o que estava acontecendo. Quando chegamos, caminhamos pelo mercado aberto chamado “shuk” e fomos cumprimentados por grupos de idosos que jogavam em tabuleiros, comiam e ouviam músicas que exaltavam o nome do Senhor. Foi uma recepção calorosa e amigável e alguns dos cristãos que tinham vindo de Jerusalém nos acolheram, gratos por nos ver. Estava claro que aquelas pessoas, que normalmente seriam trancafiadas em asilos, tidas como inúteis, eram tratadas como pessoas importantes como qualquer um.
Aqueles cristãos tinham dedicado suas vidas para levar a mensagem de Yeshua aos banidos daquela pequena cidade, uma parada a caminho do Mar Morto. Fomos levados ao clube de xadrez que havia sido incendiado e nos mostraram o progresso que já haviam feito, limpando e removendo os móveis e equipamentos destruídos. Em uma cadeira plástica havia algumas Bíblias, restos queimados de livros que não dava mais para recuperar. Do lado de fora, havia uma placa amarela feita de carvalho que dizia: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons (Pv 15.3)”, talvez seja esta a melhor proteção contra o fogo, um lembrete do juízo que espera os que buscam prejudicar seu próximo.
Era impossível não sentir que estávamos entre pessoas muito especiais, que viviam sua fé da forma mais difícil, passando o que os primeiros cristãos passaram nesta mesma terra, as coisas não haviam mudado tanto assim 2000 anos depois. Quando nos sentamos ao ar livre para fazer algumas perguntas a alguns dos cristãos, um grupo de homens catava “kumi ori”, uma canção muito conhecida de Isaías 60: “Levanta-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti... E os gentios caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu”.
Poderia haver palavras mais proféticas sobre aquela cidade onde a luz, com certeza, havia chegado? E quem eram os mensageiros daquela luz? Uma multidão de pessoas de onde se poderia escolher grandes números? Não! Apenas outro exército como o de Gideão que o próprio Deus havia reunido como vasos separados. A maioria é composta de viúvas, idosas, mães solteiras, órfãs e um ex-veterano do Vietnam. Alguns não falam muito bem o hebraico e a maioria nem compreende a mentalidade israelense para conhecer as sutilezas da vida no Oriente Médio.
Mas há também no meio deles um pequeno número de israelenses nativos e o impacto deste pequeno grupo, em comparação aos 2000 ultra-ortodoxos, é aparentemente tão intimidador para eles que tem havido um esforço coletivo para expulsá-los de lá. Por que? Porque eles estão incomodando os maiorais da mesma forma que Yeshua incomodou e o status quo está sendo forçosamente desafiado.
Como você se sentiria se este fosse o lugar que Deus te enviasse? Poucos de nós provavelmente se sentiria preparado para viver sob circunstâncias tão estressantes, mas esses cristãos continuam firmes, sabendo que Deus está fazendo algo incomum naquele local tão improvável. Eles não estão se esquivando nem desabando sob um fardo pesado. Tive muito orgulho de passar umas poucas horas com eles; de mostrar a eles que não estão sozinhos.
Nossa intenção é voltar lá e levar mais pessoas conosco para fortalecê-los, porque pode ser que, um dia, nós também precisaremos deles para nos apoiar quando a perseguição chegar às nossas portas. Temos que nos lembrar dessas pessoas em nossas orações diárias e fazermos o que pudermos para ajudá-los a carregar este fardo. Afinal de contas eles são parte do nosso próprio corpo e do mundo todo.
Assim, da próxima vez que você caminhar livremente pelas ruas, sabendo que pode adorar e louvar o Senhor à hora que quiser, lembre-se daqueles que estão pagando um alto preço para fazer as mesmas coisas, daqueles que participam da comunhão do Seu sofrimento. Sustente-os em oração e peça também pela salvação dos 33 mil habitantes de Arad cujos muros ainda serão chamados Salvação e cujas portas serão chamadas Louvor (Isaias 60.18).
Cremos que o destino de Arad está inserido neste maravilhoso capítulo de Isaias, especialmente no versículo 14, que diz: “...os filhos dos que te oprimiram prostrar-se-ão e chamar-te-ão a cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel”. Que possamos ver “ao seu tempo”, como está escrito no último versículo e que o derramar do Espírito cubra os remanescentes desta terra.

* Expressamente Proibida a Reprodução Parcial ou Total Desta Matéria Sem a Autorização Deste Ministério no Brasil.

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