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| Estudos sobre Israel. |
| Por Que Hollywood Odeia o Cristianismo?? |
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Por Que Hollywood Odeia o Cristianismo??
Por Don Feder
Qual é o resultado do cruzamento de um ateu do interior com um idiota do interior? "Salvo". Esta
foi a pretensa comédia lançada em todos os cinemas dos Estados Unidos no mês passado. Lembram da
choradeira e das pichações que fizeram quando Mel Gibson lançou o filme "A Paixão de Cristo", em
Fevereiro? Dada tamanha reação dava para pensar que Hollywood, de repente, havia se tornado um
adjunto do "Clube dos 700". Mas, na opinião da indústria do cinema, o filme de Gibson foi uma
aberração que nunca deveria ter sido produzida. E só foi por causa da influência de seu famoso
produtor/diretor.
Quando se resolve falar de religião, "Salvo" é o tipo de filme mais parecido com Hollywood. A
comédia erótica juvenil é politicamente correta, enfadonha, grosseira e repleta de estereótipos
anti-cristãos. Mary, a heroína, freqüenta uma escola evangélica - American Eagle Christian High
School -, uma mistura da escola Valley Girls do filme "As Patricinhas de Beverly Hills" com uma
paródia do que é um culto avivado.
Mary descobre que seu namorado tem tendência homossexual. Em uma visão, Jesus aparece a ela -
Jesus e Maria, entenderam? - e ordena-lhe que faça tudo o que puder para salvar o rapaz. Ela
acaba por ficar grávida e é excluída da turma pela Barbie evangélica. Mary se junta aos
desajustados da escola, incluindo uma garota judia que alega ser uma ex-stripper - nos filmes de
hoje os judeus são pessoas legais, desde que ajam como pessoas seculares - um skatista e um cínico
numa cadeira de rodas, representado por um MaCauley Caulkin adulto que ficaria muito melhor em
"Esqueceram de Mim". É claro que os delinqüentes são representados por bonitões e bonitinhas,
enquanto os crentes são retratados como nazistas cabeças-de-vento.
Excluindo este ataque cinematográfico ao cristianismo o que é mais intrigante é a mentalidade por
trás de tudo. Não pela forma, mas o por quê de Hollywood odiar os seguidores de Jesus. Desde os
anos 70, a forma como Hollywood tem tratado os crentes é apenas um pouquinho melhor do que a
Al-Qaeda tem tratado os judeus. Sumiram com o bondoso padre Barry Fitzgerald, o sábio rabino e o
imutável pastor. Em seu lugar, colocaram uma galeria de patifes composta de: padres lascivos,
freiras sádicas, pastores pervertidos e evangelistas corrompidos - sem mencionar os crentes
comuns que são mostrados como patetas supersticiosos, hipócritas malevolentes, ou ambas as coisas.
"Salvos" vem se juntar à parada de sucessos da blasfêmia e injúria de Hollywood, que inclui:
" A Última Tentação de Cristo (1988)" - onde Jesus tem fantasia sexual.
" Sacerdote (1994)" - um bondoso padre homossexual luta contra a "repressão" e o incesto
heterossexual em sua paróquia.
" Dogma (1999)" - outra comédia famosa onde uma funcionária de uma clínica de aborto (a perfeita
heroína na perspectiva de Hollywood) e a sobrinha da sobrinha de Jesus (?) salvam o mundo da
destruição pelas mãos de anjos caídos que tentam penetrar em uma igreja, na tentativa de voltarem
para o céu. Sem comentários! Quando o filme tem a oportunidade de mostrar os crentes, nada pode
ser mais ridículo.
" As Irmãs Madalenas (2003)" - o filme se passa em uma escola dirigida por freiras que poderiam
muito bem passar por guardas de campo de concentração.
" A Ordem (2003)" - adolescente de nome Heath Ledger confronta uma ordem secreta dentro da Igreja
Católica, voltada para o mal.
" Stigmata (1999)" - mostra a Igreja Católica tentando esconder o "verdadeiro" evangelho; e um
padre tentando matar seu último e verdadeiro discípulo.
" O Santo (1997)" - as caracterizações de pessoas cristãs geralmente têm pouca ou nenhuma relação com o enredo do filme. São simplórias, mas igualmente nocivas. O filme tem início em um orfanato administrado por um padre cruel que espanca e mantém as crianças em estado de inanição e acaba por provocar a morte de um dos internos.
" E, seguindo esta mesma linha, embora um pouco mais contido, há o padre brandindo sua palmatória
em "Os Diários do Basquetebol (1995)" e o irmão que pensa que é Mike Tyson em "Deus nos Acuda (1985)".
Esses filmes são apenas uma pequena amostra da cruzada anti-cristã de Hollywood. Como acontece em
muitas outras áreas, os filmes moldam as atitudes populares, bem como suas percepções. Segundo o
Grupo Barna, a percentagem de americanos que freqüentavam cultos religiosos somente nos feriados
ou em programações especiais, aumentou de 21% em 1991, para 34% hoje.
Quando se trata de determinadas denominações, Hollywood toma cuidado. Eis aqui uma lista de
grupos com os quais nem pensa em mexer: os unitários, presbiterianos, membros de qualquer
denominação protestante, católicos nominais, judeus reformados, budistas e muçulmanos (os
produtores e diretores podem ser contra religião, mas não são suicidas).
Mas, por que os católicos tradicionais, os evangélicos e, em um grau menor, os judeus ortodoxos
são retratados de forma pejorativa? Porque o Hollywood da Esquerda (ou seja, 98% da auto-intitulada
comunidade artística) os pintou como sendo o inimigo - mais até que os próprios militares,
executivos de grandes corporações, se igualando à CIA, xerifes sulistas, Republicanos e
companhias que destroem a floresta brasileira com suas máquinas.
Hollywood odeia os cristãos verdadeiros porque eles se opõem diametralmente à sua visão do
mundo - dogma refletido na forma de pensar de Michael Moore, Tim Robbins e Barbra Streisand,
baseado nos seguintes princípios:
1) - Liberação Sexual - a glorificação do sexo antes do casamento (incluindo os adolescentes),
adultério, homossexualismo, aborto e a sexualização de crianças. Isto contrasta com a ética
judia/cristã de refreio/responsabilidade sexual e a santificação do sexo dentro do casamento
(usufruto dos prazeres da carne dentro do plano espiritual).
2) - Espírito de Viva-o-Momento - tudo o que existe é o aqui-e-agora, ou, como diz o comercial de
cerveja, "Só se vive uma vez; então, tome todas que puder". E isto é totalmente o oposto da
ênfase cristã sobre vida eterna. Os crentes e os judeus religiosos não vivem apenas para o
momento, mas para toda uma eternidade. A ética do viva-o-agora de Hollywood leva a uma total
rejeição dos Dez Mandamentos e de toda a moralidade bíblica.
3) - O Culto do Eu - usando o jargão da psicologia pop: "auto-atualização", auto-satisfação.
Olhando por este lado, colocar tudo e qualquer outra coisa antes da própria felicidade é algo
estúpido, se não psicótico. O Cristianismo e o judaísmo ensinam que a nossa vida não nos pertence;
pertence ao Único que nos criou.
4) - Igualdade de Sexos - a bizarra e amplamente rejeitada doutrina de que homens e mulheres são
psicologicamente idênticos, de que o papel dos gêneros é imposto socialmente, ao invés de ser
baseado na realidade. Este dogma está centrado no coração do liberalismo que tenta refazer a
família de forma radical. O que o Hollywood da Esquerda mais abomina na família (segundo seu
próprio ponto de vista) é o ambiente "patriarcal", "dominado pelo macho".
5) - Secularismo Militante - é a crença de que a expressão religiosa tem que ser confinada a um
determinado local e que a fé tradicional não pode desempenhar nenhum papel na formação das nossas
leia e instituições. Assim, se alguém falar de direitos "concedidos pelo Criador" ou disser que
os Estados Unidos estão "debaixo da vontade de Deus" (como disse Abraham Lincoln), ele se torna
inimigo da democracia.
O que faz com que o Hollywood da Esquerda fique enraivecido é a percepção de que, mais do que
qualquer outro grupo da nossa sociedade, os cristãos evangélicos - que agora já são identificados
como a maioria votante - estão no caminho de sua agenda política: aborto, cultura contraceptiva,
doutrina erótica mascarada de educação sexual, creche universal (literalmente o Estado-Babá),
bênção absoluta da sociedade ao casamento entre homossexuais e legislação que condene o discurso
religioso como crime. Ao atacar os cristãos, Hollywood coloca em dia sua agenda.
Na verdade, é graças aos próprios cristãos que Hollywood os considera inimigos. Da mesma forma
que os judeus podem se gloriar do fato de terem sido eles mesmos os responsáveis por terem sido
odiados pelos comunistas e pelos nazistas no século 20, e nos dias de hoje pelos islâmicos,
simplesmente por serem o que são.
Nos últimos 40 anos, Hollywood foi responsável direto pela rápida degeneração da nossa cultura.
O cinema moderno está cheio de violência, sadismo, sexo em sua forma mais animal, ofensas,
niilismo e desespero. Se Hollywood quer atacar o Cristianismo chamando-o de antítese de tudo o
que considera valoroso, então os crentes precisam se sentir elogiados.
Don Feder é ex-colunista do Boston Herald e atua como consultor político/comunicações. Publicação
autorizada por FrontPageMagazine.com
* Expressadamente Proibida a reprodução parcial ou total (mecânica/eletrônica) desta matéria sem
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