MENU
 
Estudos
Estudos sobre Israel.
Sete Pilares do Judaísmo Messiânico

*Entrevista Feita Com Caleb Myers, Procurador Em Jerusalém E Também Judeu Messiânico

P: Caleb, qual é o cerne do problema que dificulta para os imigrantes judeus messiânicos e suas famílias a garantia de seus direitos básicos em Israel?
                   “O problema mais sério no que diz respeito aos direitos civis dos judeus messiânicos é o sistema do Ministério do Interior que mantém os nomes dos crentes em uma lista negra destinada a pessoas consideradas de risco para a segurança do Estado de Israel. Este sistema de lista negra, na verdade, teve início por causa dos riscos reais e ameaças à segurança. Por exemplo: um estrangeiro de algum país vizinho pode se infiltrar no país através do casamento com uma árabe israelense e depois pedir cidadania israelense. Por causa desse perigo, o governo deu ao Ministério do Interior uma ferramenta oficial chamada de Regra da Negação de Serviço, onde podem recusar serviços a pessoas suspeitas, como o serviço de direito de imigração para Israel”.
                   “Porque a pessoa em questão é considerada um risco à segurança, a Regra da Negação de Serviço estipula que a pessoa não tem o direito de receber qualquer informação do Ministério do Interior do porquê ele ou ela teve negado sua entrada em Israel, vistos ou cidadania. Os partidos ultra-ortodoxos que estiveram no controle do Ministério do Interior por mais de 50 anos infelizmente aplicaram essas regras aos judeus messiânicos e a qualquer outra pessoa que eles suspeitaram pudesse crer que Yeshua fosse o Messias e, erroneamente, marcaram muitas fichas”.
                   “Este é o cerne do problema. Eu já documentei mais de 25 casos com estas discriminações. A União dos Direitos Civis deu entrada na Suprema Corte a um pedido para verificação da legalidade da Regra de Negação de Serviços para que, pelo menos as pessoas possam ser informadas que seus nomes constam nesta lista negra e quais são as razões”.

P: Quem fornece informação ao Ministério do Interior para que possam incluir os cristãos na lista negra?
                   “Eu tenho uma suspeita muito forte de que se trata do trabalho de apenas algumas organizações chamadas de anti-missionários, como a Yad Le’Achim ou a Lev Le’Achim. Tais organizações gastam seu tempo juntando todas e quaisquer informações pessoais sobre os cristãos em Israel e até mesmo fora do país. Por exemplo, eles gostam de juntar informações sobre proeminentes líderes messiânicos nos EUA e na Europa que acaba por incluí-los na lista negra por, pelo menos, o período de tempo que aquele partido ultra-ortodoxo estiver no controle do Ministério do Interior”.

P: É legal usar esta Regra de Negação de Serviço contra os judeus messiânicos?
                   “Na verdade, usar esta lista negra contra judeus que seguem Yeshua é uma ruptura manifesta de tratados internacionais que Israel assinou – a Aliança Internacional da ONU dos Direitos Civil e Político em 1966, por exemplo, que foi ratificado por Israel em 1991. Tais tratados especificam que nenhuma pessoa será tratada injustamente, discriminada ou negada proteção igual da lei por causa de sua religião. Trata-se também de uma ruptura dos direitos fundamentais garantidos por lei. Embora Israel não tenha uma constituição, por razões históricas, ele tem o que é chamado de ‘Leis Básicas’ que declaram que o Estado garantirá a dignidade humana e a liberdade e não discriminará ninguém por causa de sua religião. Isto também foi expresso na Declaração de Independência de Israel, documento fundamental no sistema político-legal do país”.

P: Como os jornalistas israelenses nos vêem?
                   “As coisas estão mudando hoje. A mídia israelense, que é liberal, como na maior parte do mundo, está se tornando mais consciente a nosso respeito e nos vê como oprimidos, uma sub-cultura. Ela, instintivamente, sente que precisa mostrar equilíbrio contra a cultura dos religiosos ortodoxos que vê como coerciva e tem uma simpatia natural para conosco. Neste ano já foram publicados pelo menos dez artigos (incluindo o artigo acima) basicamente favoráveis, e foram discutidos dois itens na TV nacional sobre a discriminação ilegal contra os que crêem em Yeshua”.
                   “Eles começaram a nos mostrar de forma correta e boa, cidadãos que obedecem as leia e respeitam os direitos das outras pessoas, que servem no exército e que são produtivos e pagam impostos. Eles também estão cientes que, desde a fundação do Estado de Israel, nenhum judeu messiânico jamais foi julgado por tentar forçar alguém a se converter. É claro que a imprensa religiosa continua a fazer sua propaganda e a espalhar contos de horror quanto às atividades dos judeus messiânicos, mas eu conjeturo que não mais que 5-10% da população lêem os jornais ortodoxos”.

P: Será que mudanças reais estão acontecendo no Ministério do Interior?
                   “Bom, só o fato de termos um ministro secular por dois anos consecutivos significa que mudanças estão acontecendo. É claro que há vários funcionários que foram contratados por partidos políticos durante muitos anos e levará algum tempo para realmente vermos essas mudanças em meio a esses funcionários de baixo escalão, mas que possuem muito poder. Mesmo assim, pelo menos dois ou três desses funcionários em cargos-chave no Ministério, que causaram problemas aos cristãos no passado, foram substituídos”. Estamos vendo, pela primeira vez, novos funcionários da administração desejosos de nos conhecer, declarando que suas intenções são de lidar de maneira justa com as minorias de fé diferente – nós. Estamos fazendo progresso”.

P: Você está fazendo um papel importante ao dar conselho legal aos cristãos messiânicos e suas famílias que foram contra a lista negra. O que está acontecendo com esses casos?
                   “No último ano conseguimos vencer casos de status civil para, pelo menos, seis famílias, tudo fora dos tribunais, e estou trabalhando em cerca de 10 outros casos no momento. Até agora, o Ministério do Interior prefere resolver os casos longe dos tribunais, que, para mim, está tudo bem. À medida que o movimento messiânico cresce e amadurece em Israel, estamos nos tornando conscientes dos nossos direitos como cidadãos israelenses. Hoje, muitos judeus messiânicos são oficiais no exército e outros estão sendo promovidos a cargos importantes em vários setores do mercado de trabalho. Um número impressionante deles está nas universidades – vários na faculdade de Direito. Estou convencido de que o futuro da nossa comunidade em Israel será brilhante em todos os sentidos”.

Quem te disse que eu não era judeu?
                   Centenas de anos atrás a elite intelectual do nosso mundo estava convencida de que a terra era achatada. Pouco adiantava os argumentos apresentados – hipotéticos ou científicos. Na verdade, esta crença era tão prevalente em todo o mundo antigo que as pessoas eram perseguidas sem piedade por crer o contrário. Mentes curiosas podem se perguntar: quem determinou a forma da Terra ou por que todos concordaram dogmaticamente? Uma vez que os padrões da sociedade persistem, alguém também pode se perguntar: quem determinou que seguir os ensinamentos do rabino judeu Yeshua ameaça a qualidade do sangue de Abraão que corre em minhas veias?
                   Uma vez eu conheci um homem que explicou que, como menino católico, ele colocava as pessoas em duas categorias:
                   Católicos – aqueles que criam em Jesus, e Judeus – aqueles que não criam em Jesus.
                   Embora seja verdade que, se tivesse que marcar a opção ‘agora-o-mundo-redondo’, uma pessoa comum provavelmente concordaria que um judeu não pode ser judeu se crer que Jesus desempenha algum papel relevante em sua vida.
                   A pergunta é: Quem disse isto a eles?
                   Em Israel, todos sabem que se um judeu se aventura no mundo da Nova Era ou no misticismo, ele é apenas um judeu progressista. Ou, se ele não crê em nada e não guarda nenhuma das tradições judaicas, é um judeu secular. Mas continua sendo judeu do mesmo jeito. E, na Bíblia, até mesmo os mais traiçoeiros dos homens que sacrificavam seus filhos a deuses pagãos e trouxeram severos julgamentos sobre Israel, nunca foram candidatos a perderem sua linhagem judaica.
                   Muitos eruditos escreveram acerca dos judeus em relação a Jesus. A maioria, embora abomine a simples menção do Nome, ou, por outro lado, alegue que todos os judeus devam se converter à religião de Jesus, o Cristianismo, ou enfrentar a rejeição pelo Deus de Israel, se baseia na mesma premissa – de que Jesus não tem nada a ver com a fé dos judeus.
                   Então, fantasie comigo: se alguns sectários do islamismo decidissem começar a crer que o líder dos rabinos de Israel era o seu profeta, será que todos os judeus que previamente seguiam o rabino se transformariam em muçulmanos? Se não, então por que um judeu sente que, porque ele crê em Yeshua – um respeitado rabino judeu em sua época – todos os judeus que O seguem devem se converter do Judaísmo a outra religião que tenha surgido? Vamos voltar às crenças acerca dos judeus e Yeshua. Tudo se resume a: “Foi isto que eu aprendi”. Os “mesmos” que nos ensinaram que o mundo era achatado foram os “mesmos” que nos alertaram contra o desastroso Bug Y2K. Uau! Dá para acreditar que nós tenhamos acreditado “neles”?

* Expressadamente Proibida a reprodução parcial ou total (mecânica/eletrônica) desta matéria sem autorização deste ministério no Brasil.

MaozIsrael Report - Matéria já editada em nosso jornal

Desejamos que você seja despertado(a) como nosso (a) "Intercessor(a) e Mantenedor(a)" e seja participante ativo(a) deste ministério.
O Jornal Maoz faz não é vendido e a maneira de adquiri-lo é através de uma oferta única de R$ 40,00 que lhe dará direito a 12 edições e, mensalmente, você terá ensinos e informações de Israel e do corpo messiânico.

Preencha o formulário na página principal e estaremos enviando-lhe o nosso jornal acompanhado de um boleto bancário que você usará para a sua oferta.

Em amor pela Casa de Israel que aguarda a manifestação dos filhos de Deus.

Pr. Júlio Otani
Administrador do MaozIsrael - Brasil
prjulio@maozisrael.com.br




 

.
Copyright ©2005-2007 DigitalFactory.eti.br