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Você Precisa Saber - Por Shira Sorko Ram
Israel Tem a Menor Percentagem de Força Trabalhista No Mundo Ocidental

Israel Tem a Menor Percentagem de Força Trabalhista No Mundo Ocidental

Por Ari & Shira Sorko-Ram


           Algumas noites atrás, eu e minha esposa recebemos em nossa sala de estar nossos presbíteros e um líder messiânico bastante conhecido que imigrou recentemente para Israel. Nosso assunto acabou voltando para os obstáculos que nós, líderes de uma congregação de judeus messiânicos em Tel Aviv, enfrentamos quando resolvemos levar o evangelho para o povo israelense.

           E a conclusão da nossa conversa foi esta: Muitas pessoas no Ocidente acham que a pior situação que os israelenses enfrentam é o terrorismo. Por mais ruim que isto seja, a nação como um todo, já aprendeu a lidar com este mal terrível, levando seu cotidiano adiante da melhor forma possível.

           Mas a opressão mais terrível, se é que isto é possível, é a crise econômica que nunca tem fim.

           Pesquisas feitas aqui revelam que 50% da população vivem com medo de perderem o emprego. Há uma multidão de israelenses que desejam trabalhar mas que, simplesmente, não conseguem emprego, especialmente nas muitas cidades em desenvolvimento por todo o país.

           A última crise veio porque o governo não consegue mais pagar benefícios a 11% de todos os cidadãos israelenses que deveriam estar trabalhando, mas que não conseguem emprego. Somado a isto há aquelas grandes famílias Haredi (ultra-ortodoxas), com uma média de oito filhos, que se recusam a trabalhar porque consideram ser mais desejável estudar nas yeshivas (centros de aprendizados) rabínicas. São quase que totalmente dependentes da ajuda do governo e de caridade.

           Esses 80 mil homens atualmente nas yeshivas não estão incluídos nos dados do desemprego que só incluem aqueles que buscam, sem sucesso, uma vaga de trabalho. De acordo com este estudo, Israel tem a mais baixa taxa de participação na força trabalhista do mundo desenvolvido (The Jewish News Greater Phoenix, 19 de Março de 1999). E ano após ano este número só cresce.

           “Nenhum dos estudantes em yeshivas que eu conheço trabalha”, diz Yishayahu, pai de dois, mostrando seu sorriso por trás da barba avermelhada e dos cachos laterais. “Ganhar dinheiro neste mundo, simplesmente, não é importante para nós. É o mundo por vir que realmente conta”. Mas, já que dar comida para os filhos é importante, eles procuram o Estado e centros de caridades para serem supridos. “O Estado”, é claro, significa o bolso dos israelenses cansados e sobrecarregados com impostos, incluindo os judeus messiânicos. De acordo com um estudo, foi comprovado que a população da comunidade fervorosamente ortodoxa de Israel dobrará a cada 17 anos (idem).

           Incidentemente, o rabino Yehiel Eckstein, que arrecada milhões de dólares dos cristãos norte-americanos para distribuir nas instituições israelenses, explicou em um artigo para o Jerusalem Post que a sua organização havia doado em Junho 500 mil dólares para o ultra-ortodoxo prefeito de Jerusalém, Uri Lupolianski, para que este distribuísse nas organizações de lá. Todavia, o prefeito de Jerusalém recusou essa verba pelo fato de ela ter vindo dos cristãos. Outros oitenta prefeitos receberam as ofertas de Eckstein. Jerusalém e Tel Aviv (B’nei Brak) têm as maiores populações religiosas do país (31 de Julho de 2003).

           Hoje, com o mundo em recessão e com a intifada que já dura três anos e que amedrontou os turistas e afugentou o investimento de capital, o governo israelense simplesmente faliu. Não consegue mais continuar pagando benefícios aos desempregados e desempregáveis e se encontra no processo de fazer cortes drásticos no quadro administrativo. Os jornais têm reportado um crescente número de suicídios porque aqueles que ganham o pão de cada dia não vêem outra solução para suas contas.

           O objetivo da fundação de caridade do Maoz em prol dos crentes messiânicos, o site istandwithisrael.com, é ajudar aos oprimidos do meio messiânico e também abençoar as vítimas do terrorismo.

           Não conseguimos enxergar um ato de compaixão maior para com o corpo do Messias em Israel, do que abençoá-lo financeiramente neste momento de tanta necessidade.

           “Porque aprouve à Macedônia e à Acáia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, e mesmo lhe são devedores; porque se os gentios têm sido participantes dos valores espirituais dos judeus, devem também servi-los com bens materiais” (Romanos 15.26-27).

* Proibida a cópia e reprodução parcial ou total, mecânica ou eletrônica desta matéria, sem autorização por escrito de nosso escritório no Brasil.

 






 

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