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| Você Precisa Saber - Por Shira Sorko Ram |
| Ex-Guerrilheiro Pede Perdão aos Judeus |
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Ex-Guerrilheiro Pede Perdão aos Judeus
Por Taysir (Tass) Abu-Saada à Congregação Tiferet Yeshua em Tel Aviv
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Quero agradecer ao irmão Ari e à congregação Tiferet Yeshua por me convidarem e permitirem que eu viesse hoje aqui no que eu considero ser uma oportunidade histórica e muito importante para mim.e para todos que crêem em Yeshua. Quando vejo árabes e judeus juntos meu coração se enche de alegria. Doze anos atrás, se eu visse árabes e judeus juntos, meu coração se endurecia e eu já começava a procurar por uma Uzi ou Kalashnikov. Mas, louvado seja Deus que me deu um novo tipo de arma!
E hoje eu quero aproveitar esta ocasião, meus irmãos crentes árabes e meus irmãos judeus messiânicos, para me colocar diante de vocês em nome do meu povo palestino, que eu represento. Primeiro quero pedir perdão aos judeus por tudo o que fiz no passado quando ainda fazia parte do Fatah e servia a Yasser Arafat. Também quero pedir perdão aos meus irmãos árabes porque, quando não estava combatendo os judeus, eu procurava descobrir onde moravam os cristãos na Jordânia para destruir suas casas e matar as pessoas ali dentro. Peço perdão a todos vocês.
Agradeço a Yeshua que encheu meu coração com amor e tirou todo o ódio de dentro de mim. O verdadeiro caminho para a paz verdadeira é Yeshua, o Messias! Ele é a resposta; é a solução deste problema entre nós, criado por Satanás quatro mil anos atrás quando separou Isaque e Ismael e tirou vantagem da situação que nos separa ainda hoje. Mas dois mil anos atrás, Yeshua veio e nos uniu outra vez e eu agradeço ao Senhor por estarmos juntos aqui hoje.
Há dois anos venho tentando entrar em Gaza para pregar o evangelho, mas eles sempre me proibiram. Todavia, este ano o Senhor abriu uma porta sem nenhum aviso. Eu cheguei ao local de travessia em Erez e disse que queria entrar em Gaza. O soldado que fazia guarda olhou para mim e eu senti uma profunda tristeza em seus olhos, mas ele me disse que era impossível entrar daquela forma, sem arranjo prévio. Mesmo assim, ele permitiu que eu preenchesse uma solicitação para entrar em Gaza. Duas horas depois de ter preenchido todos os formulários e entregue às autoridades, recebi a autorização. O Senhor Yeshua me deu graça aos olhos dos israelenses que, não só me deram um passe de entrada, mas também não colocaram prazo de validade, de forma que eu posso entrar em Gaza a hora que eu quiser. Esta é a forma de Yeshua trabalhar.
Eu nasci em Gaza, mas meus pais são de Jafa, vizinho daqui, e o prédio em que moravam era o mais alto de lá. Hoje o prédio ainda existe, ao lado do pomar de laranjas que também pertenceu à minha família. Antes da guerra, em 1948, meus pais, assim como o restante dos árabes daqui, ouviram o chamado das nações árabes para que saíssem temporariamente de Israel durante a guerra, e eles abandonaram sua casa e fugiram para Gaza, para retornarem posteriormente. Mas, como sabemos, os árabes perderam a guerra e meus pais permaneceram em Gaza. Logo após meu nascimento em Gaza, fomos para a Arábia Saudita e fui criado como imigrante palestino que havia abandonado o país. Os sauditas sempre nos importunaram e nos acusaram de termos vendido nossa terra para os judeus para, então, irmos morar na terra deles. E assim eu cresci na Arábia Saudita com muito odeio dos judeus – porque a culpa era deles por termos tido que imigrar e perder a terra que era nossa. Meu desejo hoje é que tivesse conhecido a Palavra de Deus naquela época porque então eu saberia da verdade, de que não eram os judeus os culpados de sermos imigrantes, mas sim os muçulmanos e seu sistema.
Quando fiz dez anos, meus pais decidiram se mudar para o Catar. Depois da Guerra dos Seis Dias parecia que eu estava tendo um colapso nervoso e meu ódio crescia mais e mais. Eu não entendia como podíamos perder tantas guerras para Israel. Como, se éramos maiores em número e tamanho, tínhamos mais equipamentos, tudo o que tínhamos era mais que o deles; mas, mesmo assim, perdíamos as guerras para eles. Mais uma vez cheguei à conclusão de que nossos líderes tinham nos vendido para os judeus. Foi então que decidi lutar por nossa terra, a terra que eu acreditava pertencer a nós. Fui até meu pai e pedi permissão para me juntar ao Fatah e ele me disse: “Filho, o que você está falando? Você precisa continuar seus estudos, conseguir um diploma. Deixa essas idéias para lá!”
Mas eu não lhe dei ouvidos. Falsifiquei sua assinatura no formulário de inscrição e fui para a Síria onde me juntei ao movimento Fatah, que me transferiu para a Jordânia. Meu treinamento foi duro e participei muitas atividades terroristas, mas meus pais não haviam aceitado meu desaparecimento e continuaram a me procurar até que finalmente, por intermédio de amigos, me localizaram em 1970.
Meu pai pediu-me que voltasse com ele para o Catar, para que minha mãe soubesse que eu ainda estava vivo; depois eles me deixariam voltar para a Jordânia, ele disse. Eu concordei e fui visitá-los. Quando entrei no Catar meu pai tomou meu passaporte e disse que eu não voltaria para lugar nenhum, a não ser a escola. Eu fiquei muito desapontado e irado, mas obedeci meu pai e fiz o que ele queria, mas não estava feliz na escola e meu coração transbordava de ódio. Eu odiava o mundo e procurava criar confusões na escola.
Uma vez eu fiquei com raiva do meu professor e corri atrás dele com uma faca, mas outros alunos me seguraram. Como não tinha conseguido feri-lo, esfaqueei a mim mesmo. Eles me levaram para o hospital e conseguiram me salvar. Algum tempo depois eu vi aquele mesmo professor estacionando o carro, fui até lá – eu tinha uma arma – e atirei nele.
Eu achei que o tinha matado e fiquei chocado quando vi que ainda estava vivo. “Você ainda está vivo?”, perguntei, e ele respondeu: “Graças a Deus!”. Só podia ter sido Deus mesmo porque fui treinado para ser franco-atirador e nunca errava um alvo. E hoje continuo a agradecer a Deus por ter errado porque, depois disso, ficou decidido que eu seria expulso da escola e do Catar.
Meu pai me deu duas opções: ir para a Inglaterra ou para o Egito. Eu respondi que não iria para nenhum dos dois, mas estava disposto a ir para os Estados Unidos. Ele me disse que os EUA eram o país de Satanás, mas não conseguiu me fazer mudar de idéia. Porque eu decidi ir para lá eu ainda não sei já que, na época, os EUA e Israel significavam a mesma coisa para mim: o inimigo! Mas eu quis ir assim mesmo. Depois de alguns meses e muitos problemas causados aos meus pais, meu pai disse que eu podia ir para onde eu quisesse, contanto que fosse para bem longe deles.
Assim, em fevereiro de 1974 fui para a América. Eu fiquei, a princípio, na casa de um amigo e depois me mudei para Kansas City. Eu percebi que os americanos não me discriminavam e isto me deixou feliz porque, embora eu fosse palestino, eles não me viam como imigrante ou refugiado. Eu perguntei aos meus amigos qual era a melhor forma de conseguir visto permanente e eles me disseram que era me casando com uma americana. Então comecei a procurar uma garota. Meu objetivo era casar com uma americana simplesmente para conseguir cidadania e depois me divorciar. Mas, graças a Deus por Ele ter planos melhores para mim do que meus próprios planos, porque até hoje essa americana que encontrei ainda é minha esposa!
Por 19 anos essa garota insistiu em me dizer que me amava e eu só respondia: “Muito obrigado”. Eu não sentia amor por ela. Mas, então, Yeshua entrou em meu coração e naquela mesma semana eu estava sentado na sala de estar e olhei para minha esposa e assim, do nada, meu coração começou a arder por ela e eu disse que a amava! Ela é de origem irlandesa e só me deu uma olhada e perguntou o que eu estava querendo dela! Dou graças a Deus por ter mudado minha atitude para com minha esposa. Quando nos casamos meu pai parou de me enviar dinheiro e disse que já que eu havia me casado com uma garota americana eu teria que sustentá-la. Então comecei a procurar emprego e encontrei um de lavador de pratos em um restaurante francês. A esposa do Chef era a gerente do restaurante e perguntou-me se eu tinha interesse em ser garçom e eu disse que sim. Em meu primeiro dia na nova função eu estava assustado porque nunca tinha trabalhado em contato direto com o público. A primeira mesa que atendi foi a de um homem chamado Charlie e ele parecia muito ocupado conversando com uma linda garota. Quando coloquei na mesa os pratos pedidos minhas mãos tremiam. Ele me olhou e agradeceu e eu fiquei estupefato por ele ter me agradecido. No Oriente Médio aquilo era algo inaceitável.
Por ele ter me agradecido eu decidi que iria atendê-lo todas as vezes que viesse ao restaurante e iria fazer o melhor por ele. As promoções vieram lentamente, mas, um dia, eu me tornei o gerente do restaurante e o meu relacionamento com Charlie continuou a crescer.
Durante 19 anos eu trabalhei em vários outros lugares, mas continuei a freqüentar aquele restaurante. Fiz sucesso nesta área e em 1991 voltei àquele restaurante para comprá-lo. Àquela altura o Senhor já havia começado a lidar comigo, embora eu não soubesse ainda. Eu assinei um contrato com uma cláusula de que eu tomaria posse do restaurante em dois anos. Charlie sabia que eu seria o futuro proprietário e que eu iria comprar um prédio novo para onde levaria o restaurante e decidiu me ajudar.
Em fevereiro ele me procurou e disse que havia um lindo prédio que eu precisava ver. Pedi que me desse alguns detalhes e só então percebi que era o mesmo prédio que eu havia visitado três dias antes. Tratava-se de um salão funerário e como muçulmano eu sabia que qualquer lugar que tivesse alguma coisa a ver com a morte estava cheio de demônios e espíritos maus. Quando estive lá senti muito medo e quando Charlie me falou do prédio eu lhe disse que já tinha estado lá e que, quando entrei no prédio, eu havia sentido a presença de muitos demônios ali. Ele riu, olhou para mim e perguntou: “Tass, você sabe porque você ficou com medo?” Eu respondi que não e aí ele me disse que era porque eu não temia a Deus
Eu fiquei muito surpreso e disse que não entendia o que ele estava dizendo. Eu era muçulmano e temia a Deus, mas ele me disse que se eu realmente temesse a Deus, então eu não teria medo de demônios. Foi então que ele me disse que tinha um relacionamento especial com Deus.
Eu ri dele, mas a idéia de um “relacionamento com Deus” não saia da minha cabeça e por três semanas isso ficou martelando lá dentro. E a cada dia que passava a idéia de um relacionamento com Deus foi ficando mais forte.
No dia 13 de março de 1993 Charlie veio ao restaurante para comer. Fui até ele, fiquei de joelhos e implorei que me falasse sobre aquele relacionamento especial, mas ele disse que teríamos que esperar até que estivéssemos a sós! No dia seguinte, dia 14 de março, eu liguei para ele e o convidei à minha casa. Disse-lhe que estava tendo ataques de pânico e que tinha medo de ferir alguém. Ele me pegou em casa e fomos para a casa dele. No caminho, ele falou sobre o milagre que tinha acontecido com ele e sempre repetia “Aleluia” e “Louvado seja Deus”.
Pronto, o cara tinha pirado, pensei. Chegamos à sua casa e ele me disse: “Tass, se você quiser experimentar a paz mental que eu tenho, você precisa amar os judeus!” Eu gelei e perguntei como ele podia sequer pensar numa coisa daquela. Amar os judeus? Ele sabia que eu os odiava; e para mim, como também para a maioria dos árabes, um judeu bom era um judeu morto.
Desculpem-me por dizer isto aqui, mas era assim que eu pensava. Ele me pediu que acalmasse e que me sentasse. E eu perguntei de novo: “Como é esse relacionamento especial que você tem?” E ele me perguntou o que eu sabia sobre Yeshua, o Messias. Eu lhe disse que ele era um profeta em quem os muçulmanos criam. Charlie me disse que ele não era um profeta, mas que se tratava do próprio Filho de Deus.
“Basta!”, eu disse. “Você acha que sou louco? Primeiro você diz que eu não temo a Deus e que tenho que amar os judeus e agora você me diz que Yeshua é o filho de Deus e que Ele é Deus”. Eu queria ir embora, mas Charlie pediu-me que sentasse e esperasse um pouco. Ele pegou sua Bíblia e colocou-a entre nós. Quando ele fez isto eu comecei a tremer e me joguei para trás. Quando ele me perguntou porque eu havia feito aquilo eu lhe disse que não podia tocar no Livro. Quando ele quis saber o motivo eu lhe disse que era a Palavra de Deus e que o nome dEle estava escrito lá. Então ele me perguntou se eu cria que aquele livro era a Palavra de Deus e eu disse que sim. Eu não sei porque havia respondido sim, porque um muçulmano não crê nas Escrituras. Então ele disse que já que eu cria nas Escrituras ele iria ler um pouco para mim. Ele leu João 1 e eu comecei a tremer e desmaiei. O aconteceu foi que quando voltei a mim eu estava de joelhos, com as mãos para cima, pedindo que Yeshua se tornasse meu Rei e Salvador.
Ninguém pode me dizer que a Bíblia é algo morto – ela é viva! A Palavra Viva me mostrou quem é Yeshua, o Messias. Eu olhei para Charlie e vi que ele também tremia e achei que ele também estivesse tendo uma experiência espiritual. Perguntei o que tinha acontecido e ele me disse que tinha ficado muito assustado com meus tremores e que nunca tinha visto algo igual. Falou que estava lendo e eu comecei a tremer, depois caí de joelhos e comecei a falar e a orar. Eu disse que tinha visto uma Luz e que ela tinha me dito que era a Vida, o Caminho e a Verdade – que era Yeshua!
Será que temos vivido conforme a Palavra de Deus? Ame seus inimigos e ore por aqueles que te perseguem. Se Deus está realmente dentro de nós podemos mover montanhas e pessoas para alcançar nosso povo para a glória de Yeshua. Creiam-me, irmãos, os muçulmanos não são os inimigos e os árabes também não; Satanás é o inimigo. Ele é aquele que destrói e mata. Ore pelo povo árabe e convide-os para irem às suas casas e mostre-lhes o amor de Yeshua que está dentro de você. Se o amor de Yeshua está dentro de você, você precisa evidenciá-lo; ele tem que aparecer. Não apenas fale da Palavra de Deus, mas viva-a de forma que as pessoas possam vê-la. Nosso povo precisa de você; meu povo em Gaza precisa de você. Se você, judeu messiânico ou cristão evangélico, não procurar alcançá-lo, quem o fará? A responsabilidade está sobre seus ombros e eu peço, no nome de Yeshua, o Messias, que ajude meu povo. Não deixe a questão da terra ser um obstáculo entre você e as almas que ainda não receberam salvação. Eu creio de todo o meu coração que o Senhor deu a terra aos filhos de Israel, mas, antes que eu aceitasse Yeshua, eu não cria assim. Quando eles aceitarem Yeshua, eles também compreenderão que a terra pertence aos judeus e isto trará a paz que todos buscamos e glorificará o nome de Yeshua!
O QUE FEZ COM QUE TAYSIR TIVESSE UM ENCONTRO TÃO MARCANTE COM YESHUA?
Na manhã seguinte ao encontro de Tass com Yeshua ele mal podia esperar para contar ao filho Benali, de 18 anos, que estava se barbeando. “Ontem eu aceitei Yeshua como meu Senhor e Salvador”. “Oh, pai!” Benali exclamou, começou a chorar e abraçou o pai, lambuzando os dois com creme de barbear. “Espere um pouco. Por que você está feliz por mim?” Tass perguntou, sabendo que seu filho era muçulmano. “Pai, eu aceitei Cristo três meses atrás e não contei a ninguém”. Benali então contou como havia perguntado ao seu pastor o que deveria fazer porque seu pai “o mataria quando descobrisse”. O pastor lhe disse, então, que “voltasse para casa e te amasse ainda mais”.
Depois o pastor convocou uma reunião especial na igreja e pediu que fosse feita uma cadeia de oração 24 horas por dia pela família de Benali. “Isto aconteceu três meses antes de eu ser salvo”, Tass murmurou. “Eles oraram por mim até que minha vida ficou tão miserável que eu precisei buscar respostas”, concluiu.
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