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Você Precisa Saber - Por Shira Sorko Ram
ALIADO ÍNTIMO DO TERRORISMO:
Imagine Quem?

ALIADO ÍNTIMO DO TERRORISMO:
Imagine Quem?


Por Shira Sorko-Ram


           No dia 14 de agosto, o correspondente da Fox News, Steve Centanni, e o cameraman, Olaf Wiig, foram raptados por atiradores desconhecidos em Gaza. A imprensa internacional deu pouca atenção à história até nove dias mais tarde, quando um vídeo deles foi liberado por um grupo que se autodenominava Brigada da Jihad Santa.

           Outros vídeos vieram depois: Olaf Wiig recitando um discurso anti-ocidente e, finalmente, Centanni e Wiig se convertendo oficialmente ao Islã. A esposa de Wiig, Anita McNaught, apresentadora freelance da TV BBC World, mobilizou as redes de televisão e ativou suas ligações em Gaza para pressionar a misteriosa gangue terrorista a libertar os prisioneiros.

           Ela se encontrou com o líder terrorista do Hamas, Ismail Haniya, que expressou sua completa solidariedade com a Sra. McNaught e a libertação imediata dos dois prisioneiros. Ele explicou que seqüestrar jornalistas não é bom para a causa palestina. Outros oficiais da Autoridade Palestina declararam repetidamente que os palestinos precisam da imprensa para ajudá-los em sua guerra contra os sionistas.

           De fato, quando o Hamas e o Fatah viram a atenção que a mídia mundial colocou sobre o seqüestro de Centanni e Wiig, os líderes palestinos começaram a “caçar” os homens, até que no dia 25 de agosto eles foram “encontrados” e libertados. Porém, não antes dos jornalistas terem se convertido ao Islã. “Fomos forçados, pela mira das armas, a nos convertermos ao islamismo”, disse Centanni mais tarde ao canal Fox News.

           Depois da libertação, os dois jornalistas encorajaram as outras emissoras de televisão a não retirarem seu pessoal de Gaza; Wiig disse que seria uma tragédia para o povo palestino. “A história deles precisa ser contada”, disse. A esposa de Olaf Wiig fez um monte de elogios ao povo palestino e aos líderes do Hamas e do Fatah.

           Vítimas de seqüestro, lembra o Jerusalem Post, algumas vezes sucumbem à Síndrome de Estocolmo, aprendendo a amar seus captores. Neste caso, diz o editorial do JPost, a comunidade internacional e a imprensa parecem ter desenvolvido essa síndrome. Durante todo o seqüestro, a mídia mundial, com toda sua influencia colossal, escolheu essencialmente permanecer silenciosa acerca da injustiça do seqüestro, ao invés de incomodar os manda-chuvas de Gaza. Nenhuma responsabilidade ou atitude foi cobrada pela mídia e não houve nenhum clamor de ultraje contra a clara inércia da Associated Press (26/08/06).

           Isto pode ser contrastado, continua o Jerusalem Post, com o veneno derramado contra Israel por ter bombardeado as instalações da televisão al-Manar, que pertence ao Hezbollah, durante a guerra contra esta facção (idem). Nos últimos anos, muitos jornalistas foram seqüestrados e libertados em Gaza. Ninguém jamais foi preso, ou mesmo identificado, por estar envolvido no seqüestro de jornalistas estrangeiros. Agora, os encorajados seqüestradores dos jornalistas da Fox News emitiram uma declaração onde alertam que, “qualquer infiel que vier à Palestina será morto, a menos que se converta ao Islã” (idem, 28/08/06).

“JUSTA E EQUILIBRADA” EM UM MUNDO DE PADRÕES DÚBIOS


           De toda a mídia mundial que tem coberto o Oriente Médio, a Fox News tem sido, de longe, a mais equilibrada. No sentido secular, equilibrada significa que as reportagens dão objetivamente aos dois lados a oportunidade de contar sua história, cada um dando sua perspectiva diferente. O desafio, é claro, é que o Islã e o ocidente estão em lados opostos do campo quando se trata de gol, de valores e de verdade.

           A Fox News tenta dar oportunidade igual aos dois lados. Algo que não se vê em outras redes de televisão como a BBC, a CNN e outras emissoras européias que simplesmente não transmitem uma matéria objetiva dos dois lados e há uma forte tendência a favor das aspirações islâmicas – por uma variedade de razões.

           Ao deixar para trás a bússola moral da Bíblia, a mídia mundial tem tido uma enorme influência sobre os países ao criar suas próprias regras de justiça. De fato, há um padrão dúbio básico na forma como o mundo todo trata Israel versus o resto do Oriente Médio. Este padrão dúbio é sentido em Israel em todos os frontes – hoje é a insistência de Kofi Annan para que Israel saia do sul do Líbano, enquanto se recusa a ordenar que a ONU desarme o Hezbollah, ou até mesmo bloquear a transferência de novas armas da Síria para o Líbano. Ontem foi o forte pedido de Annan para ajudar na reconstrução do Líbano, sem emitir uma palavra sequer acerca das 6 mil casas e prédios destruídos ou danificados nos ataques com 4 mil foguetes lançados pelo Hezbollah. Antes de ontem, Annan e os estados europeus se recusaram a chamar o Hezbollah de grupo terrorista. A organização não foi nem mesmo mencionada na Resolução 1701 – resolução que ordenou o cessar-fogo entre o grupo terrorista e Israel!

           Se Israel é atacado com homens-bomba ou atos terroristas, sua resposta e auto-defesa geralmente é chamada de exagerada. Palavras como desproporcional, agressão, planos de guerra, ocupação, violações, choque, imoral, ilegal, hostilidade e ataques, são usadas generosamente nas notícias que envolvem Israel.

           Já palavras como vítimas inocentes, perdas, sofrimento e ira permeiam todas as matérias encenadas do lado árabe. Com que freqüência nós temos ouvido notícias sobre Gaza e Cisjordânia em que “mulheres e crianças” foram mortas e feridas, enquanto que, quando falam de Israel, a palavra que usam é: “civis”?

           Veja este exemplo: Uma vez que o Hezbollah também se passa por civil, virtualmente toda a mídia relatou a morte de 1000 civis libaneses como resultado dos ataques de Israel – sem nenhuma morte de terroristas ou militantes dentre eles!

PALAVRAS SÃO ARMAS


           O uso dessas palavras é sutil, mas de muita importância. O mundo, incluindo os líderes mundiais, reage ao que vê na TV. Com a proliferação das estações de notícias árabes, as estações ocidentais simplesmente retransmitem a propaganda árabe. Por que rotulamos de propaganda? Porque Israel é apresentando como perpetrador de atrocidades, crimes contra a humanidade e de desafiar os direitos humanos internacionais e as leis, enquanto que os atos bárbaros das gangues de terroristas fascistas islâmicos – porque isto é o que são – são simplesmente ignorados ou meramente mencionados. A ONU pega a propaganda e passa-a adiante. Ela quase sempre condena Israel, com pouca ou sem nenhuma menção dos atos terroristas iniciais perpetrados contra o povo judeu.

           O que se espera de Israel não se espera de nenhuma outra nação do mundo. A América se deliciaria em encontrar e assassinar Bin Laden, mas Israel não pôde ir atrás de Arafat e matá-lo, ele que foi o pai do terrorismo moderno e responsável por centenas de israelenses mortos. Por que este padrão dúbio? Qual é a raiz das notícias anti-Israel?

ISRAEL NÃO TEM O DIREITO MORAL DE EXISTIR


           Há uma crença maligna subjacente, que permeia especialmente a mídia européia, dizendo que Israel não tem o direito moral de existir. Lá no fundo, acreditam que o Oriente Médio pertence aos árabes, aos muçulmanos, desde tempos eternos. O próprio Yasser Arafat testificou que os irmãos muçulmanos foram os “primeiros cristãos” na Terra Santa. Em outras palavras, as alegações históricas dos judeus sobre a terra são falsas. Na época que Arafat pontificou as origens do Cristianismo, a mídia mundial prontamente citou suas alegações como sendo dignas de aparecerem nos noticiários, fazendo poucos, ou nenhum comentário, quanto à sua autenticidade histórica.

           A verdade é que a Europa pós-Cristianismo e os americanos liberais, sem mencionar os russos e chineses pagãos, se sentem profundamente desconfortáveis em considerar as origens da Terra Santa, simplesmente porque sua validade tem origem em um livro chamado Bíblia – documento que alega ter sido escrito por Deus! O que poderia ser mais ameaçador para o “príncipe deste mundo” do que isto? Como sempre é repetido, não é a existência de Israel que tanto irrita o mundo, mas sim a existência do Deus de Israel.

SE ISRAEL NÃO EXISTISSE HAVERIA PAZ NO ORIENTE MÉDIO E EM TODO O MUNDO


           Esta é outra mentira, uma ficção, que a maior parte do mundo engoliu: Israel é um encrenqueiro; é sempre o centro da guerra e da destruição. Se desaparecesse, então o mundo teria paz. A mídia israelense sempre observa que os políticos frustrados na Europa e na ONU, e até mesmo nos EUA, simplesmente se cansaram da “crise Israel-árabes”. Eles gostariam que Israel simplesmente sumisse. É claro que é irracional pensar que sem Israel a paz simplesmente surgiria na terra.

           Foi Israel a causa da guerra entre o Irã e o Iraque, que ceifou um milhão de vidas? A tentativa do grupo terrorista Irmandade Muçulmana de derrubar o governo egípcio tem alguma coisa a ver com Israel? O desejo do Irã em possuir armas atômicas desapareceria se Israel desaparecesse? Será que os muitos terroristas que pipocam no Afeganistão deporiam suas armas se não houvesse Israel para lutar? E a luta pelo poder no Iraque, entre xiitas e sunitas, tem a ver com Israel? O motivo da guerra em todo o mundo árabe é porque os muçulmanos radicais, com uma grande maioria de cidadãos muçulmanos simpatizantes por trás deles, querem criar um mundo para o deus Alá. Em termos espirituais, este deus quer tomar o lugar do Deus de Israel. O apóstolo Paulo, ou, como dizemos em Israel, Shaliach Shaul, disse como seria: Nossa guerra é... contra os príncipes das trevas deste século... (Ef 6.12). Esses príncipes das trevas estão usando a mídia mundial como peão, para chegarem aos seus objetivos.

UM VÉU DE TREVAS E INCOMPREENSÃO COBRE A TERRA


           E isto nos leva à terceira causa de se noticiar contra Israel. Um estupor letárgico fatal encobriu o mundo diplomático e as esferas da mídia. Há uma incompreensão sobre o que realmente acontece aqui. Há uma densidade, um coma auto-induzido. Talvez por medo ou por simpatia com a causa militante, as redes de notícias geralmente contratam pessoas do ocidente que relatam fielmente notícias distorcidas. As emissoras sempre contratam jornalistas palestinos e árabes (nunca vi um repórter judeu contratado por essas emissoras) que têm as mesmas ambições e a mesma visão de mundo que os regimes terroristas sobre quem estão noticiando.

           Nesta recente guerra entre Israel e o Hezbollah, essas emissoras seguiram o esquema ditado pelo Hezbollah, e repetiram certinhos o que os planejadores lhes disseram, forjando fotos de cenas e “vítimas” duvidosas, evitando respeitosamente fazer perguntas inconvenientes, tais como operações em prédios civis ou acerca da existência de armas estocadas. Ah, e também não podiam nunca chamar os ataques do Hezbollah contra Israel de atos terroristas. As emissoras simplesmente não entendem, que os ataques dirigidos por espíritos maus contra a existência de Israel se voltarão contra seus próprios países e as instituições que têm feito o jogo deles, agindo com alcovitice com o Islã e suas aspirações. Aquele que ler o Alcorão verá que o cenário dos últimos tempos será raptar o mundo e forçá-lo, pela mira das armas, a se converter ao Islã ou morrer. Quem não entende que o Irã está construindo uma bomba para, primeiro aniquilar Israel, conquistar o ocidente e depois o mundo todo?

           Nisto tudo, a Bíblia ainda permanece: Aqueles que abençoarem Israel, serão abençoados. Aqueles que o amaldiçoarem, serão amaldiçoados. O mundo islâmico do Oriente Médio possui uma gigantesca massa de terra que flutua em petróleo. O mundo, através da ONU, derramou trilhões de dólares para ajudar as terras dos muçulmanos árabes atingidas pela pobreza e que resultados obteve? Os palestinos, que são o único povo da terra que tem seu próprio departamento na ONU para lidar exclusivamente com suas finanças e como alimentá-los (a África não tem isto), apenas viu sua situação se deteriorar.

           Um povo que gasta seus dias e noites, suas vidas e toda uma expectativa de vida arquitetando planos para destruir um minúsculo Israel, acabou com nada. E passam a vida culpando Israel por seus problemas. Se Israel não existisse, então eles teriam tudo?

UM ALIADO PODEROSO


           Mas, os muçulmanos que odeiam Israel, incansáveis em sua causa, descobriram, ainda nesta nossa geração, um parceiro que quer ajudá-los a alcançar seus objetivos: primeiro, destruir Israel, e, depois, conquistar o mundo. Ninguém menos que a mídia mundial. Por quaisquer que sejam as razões, sabe-se que as pessoas que escolhem uma carreira na mídia, geralmente são politicamente da esquerda. E geralmente apóiam todas as agendas esquerdistas que agora incluem a ‘demonização’ ou desmoralização de Israel.

           Estas são as palavras de Tom Gross em um artigo intitulado “Mísseis da Mídia. Trabalhando para o Inimigo” - ele é sindicalizado e escreve para diversos jornais (procure no Google e no Jerusalem Post, 02/08/06): “Grandes setores da mídia internacional, não apenas relatam erroneamente o conflito no Líbano, como também alimentam as chamas da fogueira. O vilão número um desse setor é a BBC World Service, que tem soado como uma verdadeira ferramenta de propaganda do Hezbollah”. Para que tenha uma noção da sutil e poderosa manipulação das notícias contra Israel, ele diz que a BBC tem declarado repetidamente que “os ataques de Israel contra o Líbano” servirão como “motivo de recrutamento para a al-Qaeda”. Esta declaração torna ilegítimo o direito de Israel defender seus cidadãos e faz com que o telespectador creia que Israel é diretamente responsável pelo crescimento da al-Qaeda.

           E Tom Gross continua: “Mas, se algo vai fazer surgir novos recrutas do tipo Osama bin Laden, não serão os atos de defesa de Israel – que são bem menos destrutivos do que as estações de TV ocidentais têm feito parecer – mas sim a maneira inflamatória e descaradamente parcial como as notícias são levadas ao público, por essas mesmas organizações” (idem). Além disso, “a distorção ilustrativa” é ainda pior que os comentários tendenciosos nas entrevistas selecionadas. Por exemplo, embora a destruição de Beirute seja dolorosa, as áreas bombardeadas ficaram limitadas a uma pequena parcela da cidade, especificamente onde o Hezbollah “deliberadamente se escondeu em casas de civis”. Todavia, ao exibirem essas áreas, vezes e mais vezes, faziam parecer a Segunda Guerra Mundial e, mais uma vez, mostravam Israel como o agressor que bombardeia pessoas inocentes.

           No entanto, ao compararmos as mortes no Líbano com outros conflitos mundiais, elas foram misericordiosamente poucas. Mesmo assim, se assistíssemos apenas a BBC, ninguém saberia que um milhão e meio de pessoas em Israel viveram precariamente em abrigos ou fugiram para o centro do país. Nunca saberíamos que 6 mil casas e prédios foram danificados ou destruídos por 4 mil foguetes. Nunca saberíamos da morte de soldados israelenses que perderam a própria vida tentando não colocar em risco a vida de libaneses inocentes. Nunca saberíamos que 750 mil árvores na Galiléia, plantadas à mão, a região mais verde do minúsculo Israel, foram destruídas e serão precisos 60 anos para que voltem ao que eram, neste clima semi-árido. Segundo Tom Gross, “o correspondente sênior internacional da CNN, Nic Robertson, admitiu que suas informações anti-Israel, transmitidas de Beirute no dia 18 de julho sobre a morte de civis no Líbano, foram montadas do início ao fim pelo Hezbollah”. Elizabeth Palmer, da CBS, comentou que o Hezbollah está determinado a fazer com que as pessoas de fora vejam apenas aquilo que quiserem que vejam.

           Gross continua dizendo que os jornalistas tiveram acesso negado às áreas controladas pelo Hezbollah e que não havia como checar nenhuma das histórias ou saber, à noite, quem era o transeunte inocente e quem era o “guerrilheiro do Hezbollah”. Ele conclui dizendo: “Mas isto está longe de ser uma questão exclusiva dos judeus. Alguns jornalistas internacionais parecem achar divertido - ou excitante - usar os judeus como isca. Eles ainda não entendem que o Hezbollah faz parte de um movimento islâmico radical de âmbito mundial, que tem planos – nada agradáveis – para todos (muçulmanos, cristãos, hindus e judeus) os que não se dobrarem aos seus desejos” (idem).

           Em Isaias, no capítulo 25, que fala do julgamento vindouro das nações e conclui com a conquista do Reino de Deus, o profeta vê um dia melhor: “E o Senhor dos Exércitos... destruirá neste monte (reino) a face da cobertura, com que todos os povos andam cobertos, e o véu com que todas as nações se cobrem. Aniquilará a morte para sempre...” (vs. 6-8).

           Há uma cobertura de cegueira sobre as pessoas. A imprensa é controlada por poderosas forças espirituais, que a usam segundo seus propósitos. Há um véu que impede a mídia mundial de ver e relatar a verdade. Este conflito é sempre o mesmo: a batalha do bem contra o mal; e a luta para abrir ou fechar países, quando se trata de espalhar o evangelho.

           Hoje, as hostes de Alá estão guerreando contra as hostes de Jeová. E elas usam táticas que muitos dos nascidos de novo ainda não pararam para considerar. Mas, com conhecimento e sabedoria, podemos resistir o dia mal e permanecer firmes, sabendo que nossas orações são poderosas e que, um dia, o Messias de Israel colocará Seu trono em Jerusalém.

* Proibida a cópia e reprodução parcial ou total, mecânica ou eletrônica desta matéria, sem autorização por escrito de nosso escritório no Brasil.

 






 

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