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Manchetes de Israel
 



Manchetes de Israel - Maoz nº 195

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Ari e Shira Sorko Ram
Fundadores do Maoz Israel

Um serviço semanal do Maoz Israel



AUDIÊNCIA DE PNINA COMFORTI

          O caso de Pnina Comforti vem se arrastando há anos na Justiça israelense depois que ela teve seu alvará kosher revogado pelo rabinato de Ashdod por ser judia messiânica. O rabinato alega que ela não tem direito ao alvará por ter deixado de ser judia ao se converter em seguidora de Yeshua e, portanto, não podia ser confiável de que observará as regras estritas kosher. Em 2009 ela obteve ganho de causa e foi decidido que o rabinato deveria emitir um novo alvará kosher para o seu estabelecimento comercial, mas a ordem judicial não foi obedecida. Pnina entrou com recurso, mas, desde então, a Corte israelense e outras instituições vêm conduzindo um “diálogo institucional” para encontrarem uma “solução concreta” para este problema, mas o advogado de Pnina teme que a decisão da Suprema Corte poderá ser redundante. O que parece é que a Justiça em Israel não pode impor suas regras sobre o estado, especialmente nos casos de forte oposição por parte de elementos poderosos, como o Ministério da Defesa, Ministério das Finanças ou, como é o caso, o estabelecimento ortodoxo e haredi dos dias de hoje. A Suprema Corte, por não investigar ela mesma os casos, pediu ao advogado de Pnina que providencie documentação que prove que seu estabelecimento cumpre as mesmas regras que todas as outras padarias e os mesmos serão aceitos de forma inquestionável.

VICE-PRESIDENTE AMERICANO BIDEN: OS PALESTINOS MERECEM TER SEU PAÍS

          O vice-presidente americano Joe Biden disse aos palestinos que eles merecem ter seu próprio país, com território contíguo. Essa declaração parece que era para assegurar aos palestinos que eles tinham o apoio dos EUA depois que Israel anunciou a construção de novas 1.600 casas em Jerusalém oriental. A visita de Biden, que tinha como objetivo promover negociações de paz lideradas pelos EUA, foi ofuscada pela decisão de Israel. Em conferência com o presidente palestino Mahmoud Abbas em Ramallah, Biden reiterou sua condenação aos planos de Israel e pediu aos dois lados que refreassem suas ações que poderão “inflamar” as tensões. Ele disse que os planos de Israel minam a fé palestina em novas negociações de paz. Já Abbas, por sua vez, pediu que Israel se comprometesse com o processo de paz: “Os palestinos continuam comprometidos com a paz como escolha estratégica”, foram suas palavras. Os palestinos, que pediram congelamento das construções como condição para reinício das negociações, paralisadas desde dezembro de 2008, concordaram nesta semana em participar de negociações indiretas com Israel sob a mediação dos EUA, mas não marcaram dia, nem hora (extraído do Ynet News, 10/03/10).


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