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| Curiosidades sobre Israel. |
| David Ben Gurion |
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David Ben Gurion
(Plonsk, 1886 - Telavive, 1974)
Político israelense. Nascido na Polónia, recebe desde muito jovem a influência das ideias
sionistas e socialistas. Após os progroms de 1905, instala-se na Palestina. Durante a Primeira
Guerra Mundial, as autoridades turcas expulsam-no, e vive nos Estados Unidos. Em 1918 volta com a
Legião Judia. Estabelece-se em Telavive e é um dos fundadores do Partido Trabalhista. Líder da
juventude, organiza um corpo armado, a Haganá, cujo núcleo é, após a independência, o gérmen do
exército israelita. Apesar da proibição britânica, organiza a emigração em massa dos judeus para
a Palestina. Em 1948 lê solenemente em Telavive a declaração de independência. É primeiro-ministro
em duas ocasiões: entre 1948 e 1953 e entre 1955 e 1963. O seu papel na consolidação do Estado de
Israel é decisivo. Em 1965 cria um grupo de dissidentes em relação ao sistema que ele próprio
cria. Em 1970 retira-se da política. Autor de diversas obras de tema político, escreve, além disso,
uma obra autobiográfica intitulada Israel, Anos de Luta.
TELAVIVE, 14 - Foi proclamado, às 16 horas de hoje, o Estado Nacional Judeu da Palestina.
A solenidade da proclamação
TELAVIVE, 14 - Às dezesseis horas do quinto dia Yvar, de 5.708, foi proclamado a Republica de
Israel, o novo Estado Nacional Judeu da Palestina, concretizando-se um sonho de quase dois mil
anos, quando, nos publicos de Telavive, era içada a bandeira azul e branca com a estrela aurea de
Davi.
Cinco horas e cinquenta e dois minutos após ter o alto comissario da Grã-Bretanha, "Sir" Alan
Cunningham, anunciado, com uma antecedencia de catorze horas, a terminação do mandato britanico,
Davi Ben-Gurion e seus colegas do Conselho Judaico proclamaram, em historico documento, o
nascimento da Republica de Israel, que juravam defender até à morte.
A solenidade da proclamação teve no Museu de Telavive, localizado no "boulevard" Rotschild, e o
documento foi lido perante uma assembleia de quatrocentos destacados lideres sionistas, por Davi
Ben-Gurion, que vê coroada de exito a sua luta de quatro decadas, em prol da instituição do Estado
Sionista.
Enquanto, nas imediações do Museu, o povo irrompia em ruidosas manifestações de jubilo, ao longo
de todo o "boulevard" Rotschild, quase todos os componentes da Assembléia Judaica choravam de
emoção.
Davi Ben-Gurion será o primeiro presidente da Republica de Israel e, tambem, o ministro da Defesa
Nacional do gabinete, constituido de treze ministros.
Como um simbolo de mau presagio e de que a nova Republica não nasceu sob o signo da paz, aviões
de caça da Hagana voavam em circulos sobre o Museu de Telavive, enquanto era proclamado o novo
Estado Sionista.
TELAVIVE, 14 - O sr. Ben Gurion, em proclamação oficial, em nome do novo Estado de Israel,
anunciou a anulação do Livro Branco britanico relativo à Palestina.
Ao mesmo tempo, a proclamação anuncia que foram declaradas nulas todas as leis do governo
mandatario britanico sobre a imigração judaica para a Palestina.
A eleição do parlamento e do primeiro presidente
TELAVIVE, 14 - O sr. Ben Gurion, primeiro-ministro do governo provisorio, declarou que,
com exceção do Livro Branco e das leis britanicas sobre a imigração judaica, serão mantidas
provisoriamente as regulamentações do governo palestino, desde que não constituam entrave à
independencia do Estado judeu.
Acredita-se que o presidente do novo Estado será designado após a eleição do Parlamento, que se
realizará, o mais tardar, em outubro proximo. Acredita-se que será escolhido para esse alto cargo
o professor Chaim Weizman.
Foi às 16:15 horas que o primeiro-ministro Ben Gurion, no vestibulo do museu de Telavive, procedeu
à leitura da proclamação da independencia. Trinta e sete membros de todos os partidos aplaudiram
entusiasticamente a leitura, enquanto o Grande Rabino pronunciava uma oração.
O hino nacional judaico "Hatikva" (Esperança) foi cantando por todos os presentes. Depois disso,
a guarda de honra da Hagana, agora transformada em Exercito judaico, apresentou armas e a bandeira
nacional, azul e branca, com a estrela de Davi, foi hasteada.
O governo provisorio
TELAVIVE, 14 - A lista dos membros do governo provisorio do Estado judaico, publicada hoje,
é a seguinte: Primeiro ministro e ministro da Defesa - Ben Gurion; ministro do Exterior - Moshe
Shertok; Interior - Gruenbaun; Finanças - Kaplan; Assuntos Arabes - Shitreet; Justiça -
Rosemblueth; Comunicações - Remez; Trabalho - Bentov; Negocios Religiosos - Fishman; Comercio e
Industria - Bernstein; Imigração - Shapira.
Declaração de Davi Ben Gurion
TELAVIVE, 14 - Momentos depois de proclamar a Republica de Israel, Davi Ben Gurion, judeu
de origem polonesa, de 66 anos de idade e chefe provisorio do governo, prestou à "United Press"
as suas primeiras declarações.
Abordado pelo correspondente, o velho batalhador da causa sionista, ainda visivelmente emocionado
pela cerimonia a que acabava de presidir, disse apenas: "Esperamos dois mil anos por este ato.
Levamos apenas meia hora para consumá-lo".
A cerimonia da proclamação da Republica de Israel foi precedida pelo hino judaico "Hatkiva",
entoado por todos os presentes. Bem Gurion leu o documento com voz firme, porem ao chegar ao
trecho onde diz: "... Estabelecemos o Estado de Israel", o rabino Fishman ergueu-se e disse em
voz alta: "Graças, Senhor, por este grande dia." Todos os presentes se levantaram e começaram a
criar, o que obrigou Ben Gurion a suspender momentaneamente a leitura da proclamação. Essa foi
transmitida a todos os recantos da Palestina pelo radio.
Depois da leitura. Davi Ben Gurion anunciou o nome dos membros que constituirão o Conselho Geral
do Estado, que governará a republica de Israel até que seja constituido um gabinete definitivo.
Um dos membros é Meir Wilmer, chefe do Partido Comunista da Palestina. Ao ser anunciado o seu
nome, os assistentes à cerimonia guardaram silencio, em contraste com os aplausos com que saudaram
os nomes dos demais membros. Outro detalhe significativo foi que Davi Ben Gurion não apertou a mão
de Meir Wilmer, como o fizera com os demais membros do Conselho.
A partida do alto comissario britanico
TELAVIVE, 14 - O alto comissario britanico na Palestina, "Sir" Alan Cunningham, arriou a
bandeira britanica na sede do seu governo, em Jerusalem e seguiu de avião para Haifa, onde chegou
às 9 h 30. O alto comissario embarcou naquele porto, numa lancha que o levou ao cruzador que
estava à sua espera. A belonave zarpou no momento em que terminava o mandato britanico. Isto é,
às 22h01.
Os Estados Unidos reconhecem o estado judeu
WASHINGTON, 14 - No momento em que se instaurava, na Palestina, o novo governo judaico, o
presidente Truman entregou à imprensa o seguinte comunicado oficial:
"O governo dos Estados Unidos foi informado de haver sido proclamado na Palestina um Estado
Judaico e de que seu governo provisorio solicitou reconhecimento. Os Estados Unidos da America
reconhecem esse governo provisorio, como autoridade de fato do novo Estado de Israel. O
reconhecimento do governo dos Estados Unidos da America está em vigor desde o momento em que
finalizou, oficialmente o mandato britanico na Palestina".
A Inglaterra não reconhecerá
LONDRES, 14 - Em fontes autorizadas, declara-se que a Grã-Bretanha não reconhecerá durante
muito tempo, o novo governo judaico na Palestina.
Congelados os creditos da palestina no banco da Inglaterra
INGLATERRA, 14 - Os creditos em esterlinos da Palestina, no Banco da Inglaterra, serão
definitivamente congelados a partir de amanhã - anuncia um comunicado oficial da Tesouraria.
Por outro lado, o governo britanico declara-se pronto a negociar a regulamentação desses creditos,
desde que as circunstancias o permitam.
Os arabes acusam a Grã-Bretanha
LONDRES, 14 - "Toda a tragedia palestiniana foi causada pelo mandato e esforços obstinados
da Grã-Bretanha para prosseguir, durante trinta anos, numa politica desastrosa" - declara um
comunicado dos Serviços Arabes de Londres.
"Graças ao mandato, os sionistas puderam estabelecer sua posição na Palestina sob o plano economico,
politico e militar, de tal maneira que se tornaram uma ameaça à propria existencia dos arabes" -
declara o comunicado, acrescentando: "Os arabes esperam confiantes o julgamento da historia, embora
nada possa ser feito para evitar as consequencias de um fato consumado. O fim do mandato dará, pelo
menos aos arabes, a possibilidade que nunca tiveram, até agora, de resistir aos invasores face a
face, e sem intervenção de uma potencia estrangeira que sempre os protegeu."
Reconhecido pela Guatemala
FLUSHING MEADOWS, 14 - A Republica da Guatemala anunciou, oficialmente que o seu governo
reconheceu o novo Estado Judaico da Palestina. A comunicação foi feita pelo delegado da Guatemala
junto às Nações Unidas.
Reserva nos circulos oficiais norte-americanos
WASHINGTON, 14 - Não foi dada ainda nenhuma explicação para o mais importante gesto
diplomatico anunciado pelos Estados Unidos, nos ultimos meses, reconhecendo o novo Estado Judaico
da Palestina. Algumas personalidades acreditam que o atual consul norte-americano em Jerusalem
passará, provisoriamente, a atuar como encarregado de negocios norte-americanos.
Entretanto, o general Marshall deu ordens expressas a todos os funcionarios do Departamento de
Estado, para que não comentem, de forma alguma, a decisão do governo.
Embaixada provisoria em Washington
WASHINGTON, 14 - Durante a cerimonia solene que se realizou hoje na sede da Agencia Judaica,
em Washington, a fim de se celebrarem a proclamação da independencia da Palestina e a instauração
do Estado Judaico de Israel, foi hasteado o pavilhão que traz a estrela de Davi sobre fundo branco,
entre dois campos azuis.
Na Agencia Judaica, funciona agora a legação que os judeus consideram como a sua primeira embaixada
oficiosa e provisoria junto ao governo dos Estados Unidos.
As predições dos profetas judeus
LONDRES, 14 - Falando hoje à imprensa, logo depois da "declaração de paz ao mundo", o sr.
Shrangai, membro do Executivo da Agencia Judaica, que se expressou em hebraico, lingua oficial do
Estado de Israel, declarou que, "a 14 de maio de 1948, se confirmaram as previsões dos profetas
judeus. Segundo essas predições, o povo hebreu seria condenado a 2.000 anos de vida errante e
miseravel, findos os quais deveria regressar à Palestina onde, depois de grandes dificuldades,
encontraria finalmente a paz".
"Alimentamos a esperança - concluiu o sr. Shragai - de que, uma vez terminada a luta, a paz
retorna a todo o mundo".
Comunicado do comite hebreu de libertação nacional
PARIS, 14 - "Nesta hora historica, nosso primeiro pensamento deve ser para os combatentes
da Irgun Zvai Leumi, cujo heroismo obrigou a ocupação estrategia a reconhecer a sua falencia" -
declara um comunicado do Comitê Hebreu de Libertação Nacional.
Depois de salientar o fracasso do Imperialismo inglês, o Comitê lança um apelo "a todos os governos
civilizados para que concedam, aos judeus a caminho da Palestina, o direito de transito e todas as
facilidades para o seu repatriamento.
Ordenado pelo governo um ataque a dez predios. A Hagana encontrou feroz resistencia arabe, ao
tentar destruir a fortificação construida pelos britanicos, as barricadas em redor do antigo
quartel de policia e outros edificios governamentais, na estrada de Jafa.
Informa-se que está sendo travada violenta batalha de rua. A Hagana está abrindo caminho para os
portões de Jafa.
Ocupado o edificio do banco anglo-palestino
TELAVIVE, 14 - Despachos de Jerusalem anunciam que as tropas judaicas ocuparam esta noite
o edificio do Banco Anglo-Palestino, que durante dois anos, serviu de Chefatura de Policia. Foram
tambem ocupados os edificios que Correios e Telegrafos e o Hospital Italiano. Arabes e judeus já
não mais combatem de casa em casa mas de comodo em comodo, tal como em Stalingrado. Segundo outros
despachos, a ocupação sucessiva de edificios estratégicos por parte dos judeus praticamente decide
o destino de Jerusalem.
Os judeus entraram em Jafa
TELAVIVE, 14 - A Hagana anunciou que suas tropas entrariam em Jafa.
Cidades ocupadas pela Hagana
HAIFA, 14 - Após dois dias de combate na Galiléia Ocidental, nas proximidades de Acre, as
forças de Hagana ocuparam Azzib e Samaria. A luta prossegue em Bassa.
Um comboio judeu, que se dirigia para a Galiléia Ocidental isolada pelos arabes há mais de um mês
conseguiu chegar ao seu destino.
São João D'acre em poder dos judeus
TELAVIVE, 15 - As tropas judaicas da Hagana ocuparam a cidade de São João D'Acre.
Aldeias capturadas
BEIRUTE, 14 - Os arabes admitiram que as forças judaicas ocuparam, esta noite, a aldeia
arabe de Ezzeeb, a cinco quilometros da cidade de Nahriya e, mais tarde, a de Aledana Albasa.
Acrescentam que os Judeus estão reforçando suas tropas na zona de Nahriya.
Breir conquistada
TELAVIVE, 14 - Informa-se que forças da Hagana conquistaram a aldeia de Breir, ao sul da
linha judaica de comunicações com Negev, na rodovia Jerusalem.
Retirada dos arabes
TELAVIVE, 14 - Anuncia-se que os arabes abandonaram as aldeias de Madhar, Hadathe e Ulam,
na baixa Galiléia.
Em chamas a colonia Kfar Ziom
HAIFA, 14 - Um porta-voz da Hagana anunciou que a colonia judaica de Kfar Ziom estava em
chamas, em consequencia dos ataques desfechados pela Legião Arabe, equipada com artilharia britanica
e armas modernas.
Por outro lado, uma parte do mosteiro de Latrum foi ocupada pelas forças dirigidas pessoalmente por
Fauzi Kaukdji, comandante do Exercito de libertação arabe.
Finalmente, uma colonia judaica, situada no norte da Palestina, foi atacada por uma unidade do
Exercito sirio, ignorando-se os pormenores desse ataque. Por outro lado, seis aldeias arabes,
situadas entre Tabou e Zamak, foram abandonadas pelos seus habitantes e ocupadas pelos judeus.
Comunicado do alto comando arabe
DAMASCO, 14 - O Alto Comando das forças arabes deu à publicidade o seguinte comunicado:
"Nossas forças repeliram ataques inimigos na linha de Tuklard-Kafarsavra-Kalkilia. Infligimos ao
adversario pesadas perdas em homens e material. A batalha continua."
Apresentamos o Ministério Maoz Israel e o Ministério MaozIsrael - Brasil (Ministério de Socorro).
Pr. Júlio Otani
prjulio@maozisrael.com.br
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