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| África - Burkina Fasso |
| DEZESSETE DIAS NA ÁFRICA |
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DEZESSETE DIAS NA ÁFRICA
Por Ari & Shira Sorko-Ram
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Quando nosso avião da Air France abriu suas portas, pisamos no solo de um país no oeste da África, bem na pontinha do deserto Saara, chamado Burkina Fasso. Era noite, estava quente e muito seco. Uma hora depois estávamos nas ruas apinhadas de gente da capital chamada Uagadugu, cheia de bicicletas e patinetes, conduzidos por homens e mulheres vestidos com roupas bem coloridas e cabeças cobertas com tecidos. Mas nada disto podia encobrir a pobreza. Na cidade, apenas algumas ruas eram asfaltadas; talvez apenas um quarto do povo de Uagadugu tenha eletricidade e água corrente em casa. E ter eletricidade em casa geralmente significa uma pequena lâmpada fluorescente colocada dentro de casa ou na frente dela, sobre a porta.
Mas, em meio a esta pobreza extrema, há algo em Burkina Fasso que cativa: é um espírito de gentileza que paira sobre as pessoas. O país não conhece a violência e a tensão tão comuns em muitos países africanos. Além disto, segundo a revista Charisma, esta nação de 13 milhões e quinhentas mil almas, está experimentando o terceiro crescimento mais rápido na implantação de igrejas em todo o mundo.
Ram Zango, nosso anfitrião, freqüentou o seminário *Cristo Para as Nações, em Dallas, no Texas, e lá ele aprendeu a amar o povo de Israel através dos ensinamentos bíblicos. Ele descobriu a promessa de que aqueles que abençoassem Israel seriam abençoados. Assim, ele voltou para seu país e começou a pregar que amar Israel é a vontade de Deus e traz consigo muitas bênçãos. * O seminário Cristo Para as Nações (Christ for the Nations) foi fundado por Gordon Lindsay e Freda Lindsay pais de Shira Sorko-Ram.
Já mencionamos isto antes no nosso jornal Maoz Israel Report (Março de 2002 / Arquivo Maoz) como o pastor Seogo Jean, da cidade de Kingria, juntou 7 dólares e os entregou a Ram para enviá-los a Israel. Ram, então, pegou dinheiro emprestado em um banco para poder enviar a oferta. Daquele momento em diante os cristãos começaram a prosperar em Kingria; tanto na colheita de almas quanto na de plantações, e a notícia se espalhou. Ram continuou a viajar pelas igrejas onde pregava que Deus ordenava aos gentios nascidos de novo a amar, orar e abençoar financeiramente Israel.
Nos últimos anos, Ram tem trazido para Israel milhares de dólares dos cristãos de Burkina Fasso. Suas ofertas têm tocado o coração da nossa congregação em Tel Aviv, a ponto de nos fazer chorar. Por isto, Ari e eu decidimos que precisávamos fazer uma visita a esse país e abençoar esses cristãos maravilhosos, encorajando-os com a Palavra do Senhor no que diz respeito a Israel e ao plano de Deus para o avivamento de seu próprio país. Abaixo estão algumas passagens do meu diário de viagem.
Começamos nossa viagem rumo ao sul, atravessando a savana na caminhonete de Ram (Burkina Fasso é composto só de savanas). Cerca de uma hora depois, deixamos o asfalto e pegamos uma estrada ondulada e cheia de pedras (buracos e ondulações que faziam tudo chacoalhar, balançar e pular) e rodamos por mais duas horas. Às 11 da manhã finalmente chegamos a uma espécie de vila central chamada Gombusgu, que abastece outras 33 vilas menores. Vários pastores e centenas de cristãos (como podíamos contá-los?) vieram de muito longe; alguns tinham caminhado de 20 a 25 quilômetros, no calor, e estavam cantando e adorando já há três horas, até a nossa chegada. Os instrumentos musicais que eles tinham eram dois tambores, feitos de madeira com pele de animal, e que dominavam toda a adoração. E como esse povo cantava! E os tambores? Eles, certamente, davam o ritmo! As músicas eram alegres e bonitas – parece que eles usam cinco notas, com o líder cantando a primeira estrofe e as pessoas repetindo em seguida. Ari pregou por duas horas em inglês enquanto Ram traduzia para o idioma Morei e outro irmão, no fundo, traduzia para o Biza, outra língua tribal.
No intervalo para o almoço, fomos levados até uma vila cerca de dez minutos de distância. O pastor da congregação local tinha ficado em casa para fazer arroz com galinha para nós. Ele colocou algumas cadeiras sob uma cobertura feita de palha e nos serviu. O calor era insuportável. O cachorro e as galinhas no minúsculo quintal cavavam a terra, revolvendo-a, para poderem deitar-se em terra mais fresca. Não havia eletricidade nem água corrente. E também foi a primeira vez que nos deparamos com um toalete de arbusto – um simples buraco feito no chão.
O povo foi muito afável e estavam todos muito excitados por poderem ver israelenses – judeus – pela primeira vez na vida. À tarde, voltamos para continuar a pregação. O calor era sufocante e os 800 ou 1000 corpos no interior do salão acrescentavam alguns graus à temperatura. Fizemos outra pausa e desta vez eles nos levaram por entre as árvores e, de repente, nos deparamos com um lago isolado que se estendia por cerca de 80 quilômetros. Era um lago artificial feito pelo governo, que havia construído uma barragem em um dos rios da região. Mas não há estrada de acesso a esse lago – pelo menos não havia onde estávamos. A terra em volta do lago é fértil, mas não é usada, não é irrigada.
O pastor Abraão nos disse que seu sonho é criar um projeto de irrigação para cultivar a terra, proporcionando aos cristãos um projeto de vida, além da possibilidade de saírem da síndrome de pobreza. Ele, além de outros pastores, nos disse que o governo entrega, de graça, a terra que for preciso se for para cultivo. E aí eles nos falaram do dilema de Burkina Fasso. Quando não há seca, a estação das chuvas começa em Maio ou Junho e geralmente termina em Agosto ou Setembro. É neste momento que eles plantam e colhem – algodão e trigo e alguns legumes. Porém, durante esses meses, as estradas de terra ficam intransitáveis e a maioria dos produtores não consegue colocar seu produto fresco no mercado! O algodão, eles armazenam até a chegada da estação seca – quando, então, por um período curto, caminhões vêem e o transportam para o mercado onde é vendido e enviado para fora do país para ser transformado em tecidos. Burkina Fasso praticamente não tem indústria têxtil, embora o algodão seja sua maior produção. O pastor nos pediu, então, como cristãos de Israel, que orássemos com ele para que Deus, de alguma forma, concretizasse seu sonho de irrigar aquelas terras. E nós oramos fervorosamente para que aquele milagre acontecesse. E o que eles precisam, basicamente, para começar é de uma bomba de irrigação.
Regressamos para a reunião da noite e já estava escuro. Uma pequena luz solitária do gerador portátil de Ram brilhava próximo ao púlpito, provendo luz suficiente para continuarmos. E nós pregamos a Palavra no escuro daquele enorme salão. Falamos sobre o Deus de Israel que cumpre Suas promessas para com o povo judeu e, portanto, sabemos que também cumprirá Suas promessas, através de Yeshua, a todos os povos, que também são filhos de Abraão. Nós falamos aquilo que eles já sabem, o que a Bíblia diz que aqueles que abençoarem Israel serão abençoados. Eles creram e rejubilaram. No final do sermão o pastor fez uma longa oração pelas muitas causas de Israel. E eles oraram alto, fervorosamente, com toda a alma. E depois de falarmos até as 10 da noite, fomos levados, por mais uma hora de carro, até o “hotel” mais próximo. Mas eu não vou descrevê-lo aqui.
Na manhã seguinte houve uma grande tempestade de areia que parece ocorrer a cada dois ou três dias. A visibilidade caiu para cerca de um quilômetro e tudo ficou da cor de laranja-amarronzado. E Ari e eu nos revezamos nas ministrações pela manhã, à tarde e à noite, sobre a Bíblia, sobre o Deus de Israel e sobre o próprio Israel. E uma vez que o salão onde nos encontrávamos era aberto a todos os elementos à nossa volta, tanto no alto quanto embaixo, sentíamos o gosto de areia na boca enquanto falávamos. Nossas Bíblias ainda estão cheias de areia. Nossas mãos e pés (eu calçava sandálias como a maioria das pessoas) ficaram cobertos de areia e terra. Pela primeira vez na minha vida eu pude entender porque as pessoas lavavam os pés de seus convidados no tempo de Yeshua. Não se tratava de nenhuma cerimônia. Era, e ainda é, uma necessidade absoluta! Enquanto caminhávamos na terra o dia todo, nada parecia mais luxuoso do podermos lavar as mãos e os pés. Terminamos de ministrar às 9 da noite e uma senhora nos trouxe uma galinha de presente e um senhor nos deu um peru. Mesmo com a tempestade de areia voltamos para as estradas acidentadas a uma velocidade média de cerca de 80 km/h., escapando por pouco de caminhões e carroças nas estradas ou parados ali mesmo para passarem a noite.
De volta a Uagadugu, domingo, Ari e eu ministramos em igrejas diferentes. As pessoas foram fantásticas – atenciosas e desejosas de ouvir-nos pregar “o quanto quiséssemos!” Um paraíso para pregadores! O problema para mim foi que, depois de três minutos após ter iniciado meu sermão, minhas roupas já estavam encharcadas. Havia água para bebermos, mas eu queria mesmo era um ventilador!
Desafiando os Elementos do Deserto
O pastor Seogo Jean é um homem incomum. Foi ele que, juntamente com Ram, trouxe à nossa congregação em 2002 uma incrível oferta de 9 mil dólares, arrecadada por um período de vários meses entre os cristãos da região de Yako. Pregamos em sua igreja na vila onde nasceu em Kingria. Ele vive como o restante de seus membros, em uma cabana feita de barro. Mas ele louva a Deus por sua prosperidade espiritual que vem experimentando nos últimos anos. Desde que ele e sua congregação começaram a orar e ofertar em Israel, sua igreja passou de 70 membros para 300; e agora eles têm um prédio novo com teto de zinco, graças ao programa de ajuda do Cristo Para as Nações que soma forças para construir igrejas em países subdesenvolvidos.
Além disto, Seogo dá o testemunho de que, desde que seu povo começou a orar e ofertar em Israel, Deus tem abençoado sua região com abundância de chuvas todo ano, seguidas de safras abundantes. A casa do pastor Seogo fica no norte do país, próximo ao Saara e, portanto, mais propensa à seca!
Mas Seogo tem mais planos! Como já mencionei, quase não há irrigação em todo o país. Por isso, o povo de Burkina Fasso (chamados de burquinenses) praticamente não faz nada de Outubro a Maio, a estação da seca, exceto comer o pouco que plantou no verão. Foi por isto que Seogo resolveu procurar por água em sua propriedade. Ele cavou cerca de um metro e meio e encontrou água! Ele e suas ovelhas começaram a plantar legumes e vegetais e a irrigá-los com baldes d’água da sua cisterna. E agora este enérgico pastor tem dois acres de legumes e vegetais frescos durante toda a estação seca!
Quando vimos o que ele havia conseguido realizar, percebemos que, com uma bomba d’água, ele e seus membros poderão irrigar muito mais terras. Como já disse antes, o governo dá terras a qualquer pessoa que queira cultivá-la. Será que não podemos ajudá-los de forma que possam adquirir mais ferramentas e evangelizar seu país? Para que não morram ainda jovens por causa da desnutrição? A vida média em Burkina Fasso é de 44 anos! A principal razão é a falta de alimentos nutritivos, facilidades médicas e as doenças devido ao calor extremo, tais como a malária e a febre amarela.
Centro de Cura e Libertação nas Savanas
Em uma de nossas viagens, nós paramos em um local que Ram explicou ser um centro de cura e libertação. Saímos da caminhonete e cumprimentamos o líder daquele centro, um homem de Deus que trabalha para ver o povo liberto de demônios. A bruxaria é o que prevalece no país, além da religião principal – o animismo – que lida com espíritos maus. Muitas vezes, nos disse esse homem de Deus, pais pagãos que não conseguem resolver seus problemas com os curandeiros, trazem seus filhos ou parentes como o último recurso, na esperança de que os cristãos possam curá-los.
Com a permissão dos pais, essas pessoas perturbadas mentalmente, muitas vezes, são acorrentadas em árvores ou cabanas porque não há outra forma de controlar essas almas selvagens e todas as manhãs e noites o homem de Deus e sua equipe pregam a Palavra de Deus e oram por eles. Às vezes levam-se dias ou até semanas, mas, no final, o doente é salvo e liberto. Alguns voltam para suas casas, mudados para toda a eternidade; e alguns permanecem e se juntam à equipe. Famílias inteiras estão sendo salvas por causa da cura de um de seus familiares. Também conhecemos pessoas nesse centro que foram curadas de várias outras doenças graves.
A IGREJA DE BURKINA FASSO PIONEIRA EM OFERTAR PARA ISRAEL
Na segunda-feira nós rumamos para o norte, para nossa segunda conferência que estava marcada para ser de apenas um dia. Nossa viagem de duas horas nos levaria até Kingria, onde fica a congregação do pastor Seogo Jean que arrecadou e enviou para Israel, pela primeira vez, 7 dólares em meados da década de 90.
Quando lá chegamos, por volta das 11 da manhã, nos deparamos com centenas de cristãos de igrejas da região, que foram, a pé, ouvir nossas ministrações. Mais uma vez, falamos dos propósitos de Deus em levar a mensagem da salvação a todo o mundo, enquanto o plano de Satanás é destruir a raça humana. Falamos que, enquanto eles oram pela salvação de Israel, Deus se volta e derrama de Seu Espírito sobre eles. Os encorajamos a continuarem a crescer na fé e pedir que Deus os mostre como apossar das promessas de Deus, promessas de bênçãos físicas e espirituais, de forma que possam alcançar seu país para Deus.
Quando a última ministração terminou às 9 da noite, Ram disse que Seogo tinha algo para nós. Ele e as igrejas da região tinham arrecadado ofertas já há algum tempo, se preparando para aquele momento. Eles entregaram um envelope a Ari e meu pensamento imediato foi que tínhamos ido a Burkina Fasso para abençoar um povo pobre que já havia abençoado muito Israel e, é claro que não tínhamos nenhuma intenção de levar oferta alguma deles. Mas eles, graciosa e apaixonadamente, nos fizeram uma oferta que não podíamos recusar porque era para Israel, para que nosso povo israelense pudesse encontrar a vida eterna.
Nos jogamos de novo nos buracos da estrada e três horas depois chegamos a Uagadugu. Quando contamos a oferta recolhida, havia US$ 2.574,00 dos cristãos daquela região. Alguns dias depois, Ram nos entregou mais ofertas de cristãos de outras regiões – mais US$ 5.000,00!
Ari teve que voltar para Israel, mas eu fiquei mais uma semana. Na manhã seguinte, o pastor Moses, que havia fundado a congregação onde seria a nossa próxima conferência, me pediu para dar uma olhada em seu novo trabalho, que havia sido iniciado em Leo, uma cidade próxima. Dentro da igreja ele mantém uma escola para os filhos dos cristãos. Lá, encontrei umas 50 crianças que estavam aprendendo francês e eu os admoestei a estudar muito e aprender a ler e escrever para poderem pregar e ensinar o Evangelho e a ganhar as pessoas para Yeshua. Na lousa, Moses havia colocado a visão que ele tinha para sua congregação. Ele me mostrou as três cestas que usava para as ofertas; da esquerda para a direita: 1. para os dízimos, 2. para ofertas e 3. para Israel. Moses tem um rebanho de 100 novos convertidos, mas está pedindo especificamente a Deus por 3000 almas em sua cidade. Ele queria que aquela visitante de Israel concordasse com ele, assim, juntos, oramos para que Deus venha a dar a ele aquilo que seu coração almeja.
Quando chegamos atrasados para a pregação da manhã, Ram já estava pregando desde as 8. Por todo aquele dia até a noite eu preguei por cinco horas. No final, o pastor pediu que eu abençoasse as crianças (ao final de cada conferência nós orávamos pelas pessoas, para que a bênção de Abraão, através do Messias Yeshua, viesse sobre eles). Embora estivesse ensopada e muito cansada, nos próximos trinta minutos eu impus minhas mãos em pelo menos 300 mães com seus bebês amarrados em suas costas. Orei por todas as crianças e, quando alguns dos adultos entraram na fila (contra a vontade do pastor), eu também orei por eles.
Eu pensei comigo mesma de quão parecidas àquelas pessoas eram com as que o próprio Yeshua havia ministrado. Nos dias de Yeshua não havia eletricidade ou água corrente, a maioria do povo era pobre e a maior parte deles era de agricultores. Quando oramos pelos cristãos burquinenses, as bênçãos que Deus prometeu a Israel em Deuteronômio 28 não podiam repousar melhor do que sobre aquelas preciosas crianças burquinenses, filhos de Abraão (Gl 3.29). Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais. Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais; e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. Bendito o teu cesto e a tua amassadeira. Dt. 28.4-5
Esses cristãos são como foram nossos pais bíblicos, espiritual e mentalmente alertas e têm um profundo entendimento da Palavra de Deus. Os pastores nos disseram que, mesmo que seus membros não saibam ler ou escrever, quando ouvem a Bíblia, ela cala profundamente em seus corações e mentes.
Eu ganhei tecidos africanos para vestidos, garrafas com amendoins e até mesmo um cabrito – que foram todos vendidos e transformados em dinheiro para Israel. Eu falei em uma conferência para mulheres, patrocinada pelo pastor Gilbert Kabore, e depois, para outro grupo de pastores e líderes que amam Israel. Um pouco antes de eu partir, o pastor Gilbert disse que gostaria de me ver. Fui, mais uma vez, até sua igreja, e lá, como presidente dos Cristãos Amigos de Israel de Burkina Fasso, ele me entregou um envelope com dinheiro contendo mais de US$ 7.000,00, conseguidos entre as muitas igrejas dali. Eu tenho que dizer que esta foi uma das ofertas mais difíceis de receber, sabendo da enorme pobreza do povo que a deu. Ficou muito claro para Ari e eu que a forma como vamos usar este dinheiro é de grande responsabilidade. Esse povo confiou que vamos usar sabiamente essas ofertas – para evangelizar e levantar discípulos em Israel.
Depois que Ari e eu oramos, chegamos à conclusão que a melhor forma de usarmos esse dinheiro será concretizando um sonho do qual temos falado muitas vezes: produzir em CD o Novo Testamento em hebraico. Há um evangelista muito ungido em nossa congregação, Shlomi Nachum, que faz a Bíblia ganhar vida quando a lê. Trata-se de um projeto, que será feito no nosso próprio estúdio e que levará pelo menos seis meses, a um custo aproximado de 60 mil dólares, incluindo gravação, edição, masterização e acabamento (o custo seria o dobro ou o triplo se pagássemos para terceiros produzirem o projeto). Já faz algum tempo que estamos acalentando este trabalho, porque sabemos ser uma ferramenta maravilhosa para alcançar e discipular os israelenses, especialmente os jovens, nesta era do CD e dos disc players. É um projeto aguardado por muitos. Os primeiros US$ 15.853,00 deste projeto vieram dos cristãos burquinenses! Que Deus possa multiplicar grandemente – neste mundo e no porvir - as bênçãos advindas de oferta tão sacrificada.
Os Mensageiros de Israel Para a África
Na há dúvidas que Ram Zango tem um chamado apostólico em sua vida uma vez que leva por todo seu país a mensagem de que “abençoar Israel trará bênçãos a Burkina Fasso.” Nos últimos anos ele tem visto pastores de seu país se unirem de uma forma que até poucos anos atrás era algo impensável. Ram tem um sonho ardente de ver o avivamento em Israel e na África. Ele começou a receber convites de outros países vizinhos que ouviram falar de como Deus está abençoando com mais chuvas e colheitas os cristãos burquinenses que amam Israel. Por exemplo, enquanto estávamos lá, Ram foi para o país vizinho, Chade, pregar em uma grande conferência para pastores. Por ter curso universitário e ser um ex-professor, Ram é, definitivamente, querido por todos e é bem recebido em todos os lugares aonde vai. Ele vive em uma casa humilde e canaliza seus recursos para o Evangelho. Com certeza ele é uma pessoa-chave para apressar e encorajar a prosperidade espiritual e física entre seu povo.
Para que nosso Messias possa voltar,
Ari e Shira Sorko-Ram
Contato: maozbrasil@maozisrael.com.br
prjulio@maozbrasil.com.br
Divulgue nosso ministério e site www.maozisrael.com.br
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